Salgueiro
Fagner Vilela/iG
Salgueiro

O Acadêmicos do Salgueiro encerra os desfiles do Carnaval 2026 com um tributo à mulher que transformou a avenida em livro aberto, palco de sonhos e território da imaginação. Com o enredo "A Professora que Reinventou o Carnaval", a escola reverencia a trajetória e o universo criativo de Rosa Magalhães, responsável por revolucionar a narrativa visual e simbólica dos desfiles na Marquês de Sapucaí.

Em vez de seguir uma biografia linear, o Salgueiro propôs um reencontro afetivo com a obra da homenageada. A Avenida se transformou em uma grande biblioteca viva, onde livros viram portais, personagens saltam das páginas e memórias ganham corpo em fantasia, luz e movimento.

A narrativa parte da ideia de que a imaginação nasce da leitura, da pesquisa e do traço, elementos centrais no método criativo da professora.

Salgueiro. Foto: Fagner Vilela/iG
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Salgueiro. Foto: Fagner Vilela/iG
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Salgueiro. Foto: Fagner Vilela/iG
Salgueiro. Foto: Fagner Vilela/iG
Salgueiro. Foto: Fagner Vilela/iG
Salgueiro. Foto: Fagner Vilela/iG
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O desfile conduziu o público por uma viagem delirante, marcada por cortes, castelos, bobos irreverentes, fábulas e confusões do faz de conta. Há navegações por mundos imaginários, encontros improváveis e, por fim, o desembarque no Brasil, com sua fauna, flora e as perguntas fundamentais sobre identidade cultural.

Tudo filtrado pela força antropofágica de devorar referências e devolvê-las completamente carnavalizadas.

No desfecho, a narrativa retorna ao ponto onde tudo se resolve: o próprio Carnaval. Com o sassarico que Rosa tanto amava, a festa surge como síntese de sua obra. A mestra é coroada no coração vermelho e branco, não apenas como referência histórica, mas como legado.

Samba-enredo

Andar na Ouvidor
Virou caso de amor
Pro meu coração

Mestra, você me fez amar a festa
Tantos alunos por aqui
Segue o legado na Sapucaí

Ô lê-lê, eis a flor dos amanhãs
A décima estrela brilha em Rosa Magalhães
Onde o samba é primavera
Que floresce em fevereiro
Nem melhor, nem pior, Salgueiro

Ô lê-lê, eis a flor dos amanhãs
A décima estrela brilha em Rosa Magalhães
Onde o samba é primavera
Que floresce em fevereiro
Nem melhor, nem pior, Salgueiro

Eu viajei nos rococós da ilusão
Arte que me inspirou
Reencontrei, no mundo de imaginação
Memórias que você criou
Dos livros, revi personagens
Barrocas imagens e nobres lembranças
Ao visitar meus sonhos de faz de conta
Me desenhei criança, voltei a ser feliz

Que ti-ti-ti é esse pelo mundo a me levar?
Naveguei sem sair do meu lugar
Aportei no dia 22 de abril
À sombra de um Pau-Brasil
Que ti-ti-ti é esse pelo mundo a me levar?
Naveguei sem sair do meu lugar
Aportei no dia 22 de abril
À sombra de um Pau-Brasil

Assim descobri meu país
Fauna e flora, pelo seu olhar
Os donos da Terra Brasilis
Um jegue me fez balançar
Nas prateleiras do lado de cá do Equador
Devorei a nação
Andar na Ouvidor virou caso de amor
Pro meu coração

Mestra, você me fez amar a festa
E eu virei carnavalesco
Sonhei ser Rosa, te faço enredo
Mestra, você me fez amar a festa
Tantos alunos por aqui
Segue o legado na Sapucaí

Ô lê-lê, eis a flor dos amanhãs
A décima estrela brilha em Rosa Magalhães
Onde o samba é primavera
Que floresce em fevereiro
Nem melhor, nem pior, Salgueiro

Ô lê-lê, eis a flor dos amanhãs
A décima estrela brilha em Rosa Magalhães
Onde o samba é primavera
Que floresce em fevereiro
Nem melhor, nem pior, Salgueiro

Eu viajei nos rococós da ilusão
Arte que me inspirou
Reencontrei, no mundo de imaginação
Memórias que você criou
Dos livros, revi personagens
Barrocas imagens e nobres lembranças
Ao visitar meus sonhos de faz de conta
Me desenhei criança, voltei a ser feliz

Que ti-ti-ti é esse pelo mundo a me levar?
Naveguei sem sair do meu lugar
Aportei no dia 22 de abril
À sombra de um Pau-Brasil
Que ti-ti-ti é esse pelo mundo a me levar?
Naveguei sem sair do meu lugar
Aportei no dia 22 de abril
À sombra de um Pau-Brasil

Assim descobri meu país
Fauna e flora, pelo seu olhar
Os donos da Terra Brasilis
Um jegue me fez balançar
Nas prateleiras do lado de cá do Equador
Devorei a nação
Andar na Ouvidor virou caso de amor
Pro meu coração

Mestra, você me fez amar a festa
E eu virei carnavalesco
Sonhei ser Rosa, te faço enredo
Mestra, você me fez amar a festa
Tantos alunos por aqui
Segue o legado na Sapucaí

Ô lê-lê, eis a flor dos amanhãs
A décima estrela brilha em Rosa Magalhães
Onde o samba é primavera
Que floresce em fevereiro
Nem melhor, nem pior, Salgueiro

Ô lê-lê, eis a flor dos amanhãs
A décima estrela brilha em Rosa Magalhães
Onde o samba é primavera
Que floresce em fevereiro
Nem melhor, nem pior, Salgueiro

Nem melhor, nem pior, Salgueiro
Nem melhor, nem pior, Salgueiro

Sobre o Salgueiro

É uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. Originária do Morro do Salgueiro, foi fundada em 5 de março de 1953, a partir da junção de duas escolas de samba do Morro do Salgueiro: a Depois Eu Digo e Azul e Branco.

A escola é apelidada como "Academia do Samba", enquanto seus torcedores são chamados de "salgueirense". A Salgueiro tem como cores o vermelho e o branco.

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