Grande-Rio
Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande-Rio

A Acadêmicos do Grande Rio chegou à Marquês de Sapucaí em 2026 com um desfile que sacudiu as estruturas e consciências. Com o enredo "A Lama que Gerou uma Revolução Musical", a escola transforma o mangue em símbolo de potência criadora, ritmo em revolução e a periferia em centro irradiador de cultura, identidade e futuro.

Em "A Nação do Mangue", a narrativa mergulha no surgimento do movimento Manguebeat, nascido às margens de Recife e Olinda, que gritou para o Brasil que o mangue é vida, fertilidade e energia criativa.

O desfile parte do mangue ancestral, apresentado como organismo vivo, com raízes abertas como veias, natureza pulsante e sangue circulando, até alcançar a MangueTown, cidade erguida sobre a lama, marcada por palafitas, catadores de caranguejo, desigualdade social e abandono histórico.

Grande Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Gardênia Cavalcanti, musa da Grande Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
David Brazil desfila pela Grande Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
David Brazil desfila pela Grande Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Gardênia Cavalcanti, musa da Grande Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Adriana Bombom desfila pela Grande-Rio. Foto: Grande Rio
Abre-alas da Grande-Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Abre-alas da Grande-Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Virgínia Fonseca. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Virgínia Fonseca. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Virgínia Fonseca. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Virgínia Fonseca. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Virgínia Fonseca. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Virgínia Fonseca. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Virgínia Fonseca. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande-Rio. Foto: Fagner Vilela/iG
Bateria da Grande-Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Bateria da Grande-Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Virgínia Fonseca. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande-Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Virgínia Fonseca. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Virgínia Fonseca. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Virgínia Fonseca. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande-Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande-Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande-Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande-Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande-Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Grande-Rio. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG


A partir desse cenário, a Grande Rio acende a antena fincada na lama e entra de vez no Manguebeat, exaltando as tradições populares pernambucanas como cirandas, caboclinhos, cavalo-marinho e maracatu.


A narrativa avança até a explosão cultural que levou os mangueboys e manguegirls à cena nacional, com referências a Chico Science, Nação Zumbi, Mundo Livre S/A e Fred Zero Quatro, responsáveis por uma estética que contaminou música, cinema, dança, moda e artes visuais.

No desfecho, a escola projeta sonhado pelo movimento: o Antromangue, um mundo onde homem e natureza formam um só organismo, com estuários vivos, periferias pulsantes e cidades conectadas pela mesma energia cultural.

A Grande Rio encerrou seu manifesto afirmando que a cultura popular não é lembrança, é urgência. E que a revolução já começou, no tambor, dentro da avenida e dentro da gente.

Sambra-enredo 

Lá vem caboclo, herdeiro de Zumbi
A nação está aqui
Não se curva ao poder
Escute, nossa gente vem da lama
Resistência que inflama
Quando toca o xequerê
Casa de gueto! Casa de gueto!
Nossa voz que não se cala
Batuque sem medo por direito, é o toque das alfaias
Eu também sou caranguejo à beira do igarapé
Gabiru trabalha cedo, cata o lixo da maré

Manamauê maracatu
Saluba, ê Nanã Yabá!
A vida parecida com as águas
Não é doce como o rio
Nem salgada feito o mar

Manamauê maracatu
Saluba, ê Nanã Yabá!
A vida parecida com as águas
Não é doce como o rio
Nem salgada feito o mar

A margem já subiu para cidade
Entre tronco e cipó, rebeldia dá um nó
Pensamento popular
Gramacho encontrou Capibaribe
Num mundo livre, quero ver você cantar

Freire, ensine um país analfabeto
Que não entendeu o manifesto
Da consciência social
Chico, Manguebeat tá na rua
Caxias comprou a luta
E transforma em carnaval!

Respeite os tambores do meu Ilê
Respeite a cadência do meu ganzá
À frente, o estandarte do meu povo
Pra erguer um tempo novo que nos faz acreditar!

Eu sou do mangue, filho da periferia
Sobre uma palafita, Grande Rio anunciou
Ponta de lança é Daruê
Dobra o gonguê, a revolução já começou!

Eu sou do mangue, filho da periferia
Sobre uma palafita, Grande Rio anunciou
Ponta de lança é Daruê
Dobra o gonguê, a revolução já começou!

Lá vem caboclo, herdeiro de Zumbi
A nação está aqui
Não se curva ao poder
Escute, nossa gente vem da lama
Resistência que inflama
Quando toca o xequerê
Casa de gueto! Casa de gueto!
Nossa voz que não se cala
Batuque sem medo por direito, é o toque das alfaias
Eu também sou caranguejo à beira do igarapé
Gabiru trabalha cedo, cata o lixo da maré

Manamauê maracatu
Saluba, ê Nanã Yabá!
A vida parecida com as águas
Não é doce como o rio
Nem salgada feito o mar

Manamauê maracatu
Saluba, ê Nanã Yabá!
A vida parecida com as águas
Não é doce como o rio
Nem salgada feito o mar

A margem já subiu para cidade
Entre tronco e cipó, rebeldia dá um nó
Pensamento popular
Gramacho encontrou Capibaribe
Num mundo livre, quero ver você cantar

Freire, ensine um país analfabeto
Que não entendeu o manifesto
Da consciência social
Chico, Manguebeat tá na rua
Caxias comprou a luta
E transforma em carnaval!

Respeite os tambores do meu Ilê
Respeite a cadência do meu ganzá
À frente, o estandarte do meu povo
Pra erguer um tempo novo que nos faz acreditar!

Eu sou do mangue, filho da periferia
Sobre uma palafita, Grande Rio anunciou
Ponta de lança é Daruê
Dobra o gonguê, a revolução já começou!

Eu sou do mangue, filho da periferia
Sobre uma palafita, Grande Rio anunciou
Ponta de lança é Daruê
Dobra o gonguê, a revolução já começou!

Sobre A Grande Rio

É uma escola de samba brasileira do município de Duque de Caxias, que participa do Carnaval da cidade do Rio de Janeiro. A escola foi fundada em 22 de setembro de 1988 e tem como cores verde, vermelho e branco, herdadas da antiga Grande Rio.

A escola possui um título de campeã do Carnaval Carioca, conquistado em 2022. Acadêmicos de Duque de Caxias com Grande Rio, as duas escolas que se fundiram originando a agremiação.

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