
A Mocidade Alegre é a grande vencedora do Carnaval 2026 de São Paulo. Após a apuração das notas realizada nesta terça-feira (17), no Sambódromo do Anhembi, a escola conquistou o título do Grupo Especial e confirmou a vitória da escola após uma disputa acirrada.
Com um desfile marcado por organização, impacto visual e forte evolução na avenida, a agremiação garantiu notas decisivas nos quesitos e assegurou mais um troféu para sua trajetória no carnaval paulistano.
Os desfiles do Grupo Especial aconteceram na sexta-feira (13) e no sábado (14), reunindo 14 escolas na disputa pelo título.
Na primeira noite passaram pela avenida a Colorado do Brás, Dragões da Real, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro, Vai-Vai e Barroca Zona Sul. Já no sábado desfilaram Império da Casa Verde, Águia de Ouro, Mocidade Alegre, Gaviões da Fiel, Estrela do Terceiro Milênio, Tom Maior e Camisa Verde e Branco.
Mocidade Alegre
A Mocidade Alegre levou para a avenida um tributo à atriz Léa Garcia com o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, exaltando o protagonismo negro, a força feminina e o pioneirismo de uma artista que marcou a história do Brasil e do mundo.
O desfile destacou a trajetória de Léa, reconhecida por personagens emblemáticos na televisão e no cinema, como sua atuação em Escrava Isaura.
A escola foi a terceira a desfilar no sábado (14), segunda noite do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo. Em 2025, a Mocidade Alegre terminou a competição na quarta colocação e voltou à avenida em 2026 com uma proposta estética e narrativa focada na valorização da negritude, da ancestralidade e da arte como instrumento de resistência e afirmação.
O samba-enredo, assinado por um time de compositores liderado por Aquiles da Vila e Fabiano Sorriso, reforçou a mensagem de identidade, luta e consagração da atriz homenageada.
Fundada em 1967, a Mocidade Alegre tem como cores oficiais o verde e o vermelho, é presidida por Solange Cruz Bichara Rezende e teve Caio Araújo como carnavalesco. O intérprete Igor Sorriso conduziu o canto da escola, que contou ainda com Mestre Sombra à frente da bateria e Diego Motta e Nathália Lago como casal de mestre-sala e porta-bandeira.
















