Portela
Fagner Vilela/iG
Portela

A terceira escola a desfilar, a Portela passou pela passarela com o enredo "O mistério do Príncipe do Bará - A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande".

A Majestade do Samba traz a religiosidade, cultura e resistência da população negra no Rio Grande do Sul, através da narrativa fantástica de encontro do personagem folclórico Negrinho do Pastoreiro com o Orixá Bará, do Batuque Gaúcho.

Ficha técnica

Enredo: Mestre Sacaca do encanto tucuju - O guardião da Amazônia Negra
Presidente: Guanayra Firmino
Carnavalesco: Sidnei França
Intérprete: Dowglas Diniz
Mestres de bateria: Taranta Neto e Rodrigo Explosão
Rainha de Bateria: Evelyn Bastos
Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Matheus Olivério e Cintya Santos
Comissão de Frente: Karina Dias e Lucas Maciel

Portela. Foto: Fagner Vilela/iG
Portela. Foto: Fagner Vilela/iG
Portela. Foto: Fagner Vilela/iG
Portela. Foto: Fagner Vilela/iG
Baianas da Portela. Foto: Fagner Vilela/iG
Portela. Foto: Fagner Vilela/iG
Portela. Foto: Fagner Vilela/iG
Portela. Foto: Fagner Vilela/iG
Portela. Foto: Fagner Vilela/iG
Portela. Foto: Fagner Vilela/iG
Portela. Foto: Fagner Vilela/iG
Portela. Foto: Fagner Vilela/iG
Portela. Foto: Fagner Vilela/iG
Portela. Foto: Fagner Vilela/iG
Portela. Foto: Fagner Vilela/iG

Samba-enredo

Enquanto houver um pastoreio a chama não se apagará
Não há demanda que o povo preto não possa enfrentar

Aê, oni Bará! Aê, babá lodê!
A Portela reunida, carregada no dendê
Sob o céu do Rio Grande, tem reza pra abençoar
O príncipe herdeiro da coroa de Bará

Aê, oni Bará! Aê, babá lodê!
A Portela reunida, carregada no dendê
Sob o céu do Rio Grande, tem reza pra abençoar
O príncipe herdeiro da coroa de Bará

Ê, Bará, ê, Bará, ô!
Quem rege a sua coroa, Bará?
É o rei de Sapaktá
Aláfia do destino no Ifá!

Tem mistério que encandeia

Pro batuque começar
Sou mistério que encandeia
Pra Portela incorporar

Vai, negrinho, vai fazer libertação
Resgatar a tradição onde a África assenta
Ô, corre gira, vem revelar o reino de Ajudá
O Pampa é terra negra em sua essência

Alupo, meu senhor, alupô!
Vai ter xirê no toque do tambor
Alumia o cruzeiro, chave de encruzilhada
É macumba de Custódio no romper da madrugada

Alupo, meu senhor, alupô!
Vai ter xirê no toque do tambor
Alumia o cruzeiro, chave de encruzilhada
É macumba de Custódio no romper da madrugada

Curandeiro, feiticeiro, batuqueiro precursor
Pôs a nata no gongá, ô, iaiá!
Fundamento em seu terreiro, resiste a fé no orixá
Da crença no mercado ao rito do rosário
Ainda segue vivo o seu legado

Portela, tu és o próprio trono de Zumbi
Do samba, a majestade em cada ori
Yalorixá de todo axé
Enquanto houver um pastoreio, a chama não apagará
Não há demanda que o povo preto não possa enfrentar

Aê, oni Bará! Aê, babá lodê!
A Portela reunida, carregada no dendê
Sob o céu do Rio Grande, tem reza pra abençoar
O príncipe herdeiro da coroa de Bará

Aê, oni Bará! Aê, babá lodê!
A Portela reunida, carregada no dendê
Sob o céu do Rio Grande, tem reza pra abençoar
O príncipe herdeiro da coroa de Bará

Ê, Bará, ê, Bará, ô!
Quem rege a sua coroa, Bará?
É o rei de Sapaktá
Aláfia do destino no Ifá!

Tem mistério que encandeia
Pro batuque começar
Sou mistério que encandeia
Pra Portela incorporar

Vai, negrinho, vai fazer libertação
Resgatar a tradição onde a África assenta
Ô, corre gira, vem revelar o reino de Ajudá
O Pampa é terra negra em sua essência

Alupo, meu senhor, alupô!
Vai ter xirê no toque do tambor
Alumia o cruzeiro, chave de encruzilhada
É macumba de Custódio no romper da madrugada

Alupo, meu senhor, alupô!
Vai ter xirê no toque do tambor
Alumia o cruzeiro, chave de encruzilhada
É macumba de Custódio no romper da madrugada

Curandeiro, feiticeiro, batuqueiro precursor
Pôs a nata no gongá, ô, iaiá!
Fundamento em seu terreiro, resiste a fé no orixá
Da crença no mercado ao rito do rosário
Ainda segue vivo o seu legado

Portela, tu és o próprio trono de Zumbi
Do samba, a majestade em cada ori
Yalorixá de todo axé
Enquanto houver um pastoreio, a chama não apagará
Não há demanda que o povo preto não possa enfrentar

Aê, oni Bará! Aê, babá lodê!
A Portela reunida, carregada no dendê
Sob o céu do Rio Grande, tem reza pra abençoar
O príncipe herdeiro da coroa de Bará

Aê, oni Bará! Aê, babá lodê!
A Portela reunida, carregada no dendê
Sob o céu do Rio Grande, tem reza pra abençoar
O príncipe herdeiro da coroa de Bará
O príncipe herdeiro da coroa de Bará
O príncipe herdeiro da coroa de Bará

Ê, Bará, ê, Bará, ô!

Intercorrência

A Portela teve uma intercorrência com o quinto carro, que se tratava de uma alegoria de uma águia. O carro chegou a esbarrar numa grade no início da Avenida. Depois de um longo tempo parada, a escola andou. A agremiação fechou o desfile no último minuto.

Sobre a Portela

A Portela é uma escola brasileira sediada no Rio de Janeiro. Juntando símbolos como a águia e as cores azul e branco, a Portela detém o posto de maior campeã do carnaval carioca, com 22 títulos. É chamada de "A Majestade do Samba".

A agremiação é responsável por trazer algumas mudanças no carnaval. Foi a primeira escola, em 1935, a introduzir uma alegoria, um globo terrestre idealizado por Antônio Caetano.

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