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O comediante é o entrevistado de Luciana Gimenez desta terça-feira (23) e deu declarações sobre a carreira e sobre a dificuldade de fazer humor hoje

O convidado desta terça-feira (23) do talk show “Luciana By Night” é o comediante Fábio Porchat e, no bate-papo que ele teve com a apresentadora, ele falou sobre a relação do politicamente correto com o humor na atualidade, o machismo impregnado na sociedade e também das suas experiências na televisão.

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Fábio Porchat
Divulgação
Fábio Porchat fala que todo homem acaba sendo machista e que não está fácil fazer humor hoje em dia


Ao ser questionado se o politicamente correto está atrapalhando os comediantes, Fábio Porchat foi claro: “Ele [o politicamente correto] te faz pensar. Muita gente fazia uma piada e, se alguém se ofendesse, dizia: ‘Ah, nem pensei na hora’. Não é muito ruim a gente falar uma coisa que a gente nem pensou? É melhor falar uma coisa que a gente pensou. Não existe isso de que fazer humor está difícil”.

Para Fábio, não foi só o humor que mudou. “Fazer publicidade está diferente, fazer jornalismo está diferente, fazer programa de televisão. Está tudo diferente, mas a gente tem que se adaptar”, falou durante a gravação.

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O atual projeto do comediante é a série “Homens?”, que foi criada e protagonizada por ele. A série aborda temas importantes como o machismo , o assédio, a diversidade e os padrões sociais. Fábio comentou que todo homem acaba sendo machista e que ele não foge da regra.

“A gente precisa se policiar. Lógico que não sou machista babaca que pega na bunda da mulher passando. Por exemplo, na estreia de ‘Jurassic Park’ eu ganhei uma máscara de dinossauro”, Fábio omeçou falando. 

Ele continuou: “Pensei em dar para sobrinho de uma amiga minha e minha mulher, Natalie, falou: ‘Por que você não dá para a Nina, filha da Miá [Mello]? Ela vai amar'. Eu disse: ‘Não, mas isso é um brinquedo meio bruto, mais de menino’. Ela rebateu: ‘Por que é de menino?’. Respondi: ‘É, porque sei lá'. Realmente, fui machista.”

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Em 2018, Fábio Porchat comandou seu próprio programa na Record e ele afirma que, mesmo que tenha sido uma ótima experiência, sentiu que era hora de parar. “Achei que o programa estava bom, a crítica falando bem, o público gostando, estava super feliz, mas pensei: 'Será que o programa vai ter mais um ano de vida? Será que eu consigo mais 250 convidados interessantes com boas histórias? Acho que agora é a hora de parar”, comentou.