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Com coberturas da Olimpíada e da tragédia da Chapecoense, o narrador emocionou, fez críticas necessárias, teve um ano inesquecível na TV e é o 3º colocado na lista de personalidades do ano do iG

Apesar dos mais de 40 anos de carreira, Galvão Bueno certamente terá memórias especiais de 2016. Quase onipresente na TV, o narrador emocionou – e deixou-se emocionar – em coberturas especiais e teve um dos anos mais brilhantes da carreira, o que o fez ser o 3º colocado na lista feita pelo iG das celebridades que mais se destacaram neste ano.

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Neste ano, Galvão Bueno emocionou durante Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e cobertura da tragédia com a Chapecoense
Reprodução/Globo
Neste ano, Galvão Bueno emocionou durante Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e cobertura da tragédia com a Chapecoense

Restrito aos jogos da Seleção Brasileira e coberturas da Fórmula 1 em anos anteriores, Galvão Bueno foi figura constante na Globo e no "Jornal Nacional" neste ano, principalmente por causa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto.

Na Olimpíada, o narrador parece ter deixado para trás de vez a pecha negativa para se consolidar como a voz mais querida do Brasil nos esportes. Em narrações memoráveis, Galvão participou de momentos históricos, como os recordes de Michael Phelps e Usain Bolt e a abertura dos Jogos, no Maracanã, em que não escondeu a emoção ao lado de Glória Maria.

Entretanto, o grande destaque do global no ano foi com a Seleção Brasileira. Além de ter participado ativamente da conquista histórica da medalha de ouro no futebol masculino, com direito a uma emocionante disputa de penâltis que consagrou Neymar em um roteiro que parecia coisa de cinema, o jornalista chamou a atenção pelas duras críticas ao time.

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Após o segundo jogo no torneio olímpico, quando o Brasil enfrentou o Iraque e não saiu do zero, Galvão criticou abertamente a equipe. O impacto foi sentido pelos jogadores, que cortaram relações com o narrador, inclusive Neymar. Coincidência ou não, o time venceu todos os jogos a partir dali e conquistou a medalha de ouro.

Antes disso, o locutor já tinha feito várias críticas à CBF e a Dunga, técnico da Seleção até a Copa América, em julho. Batendo duramente no treinador e nos cartolas no programa "Bem, Amigos", no SporTV, ele foi elogiado pelo público por sair de cima do muro e criticar tanto a má fase do time quanto a gestão da entidade máxima do futebol brasileiro.

Emoção à flor da pele

Além da Olimpíada, Galvão brilhou em outro momento do ano, muito menos festivo que os Jogos do Rio: o acidente aéreo com a delegação da Chapecoense, em novembro.

Por causa da tragédia, o narrador fez participações especiais em jornais da Globo, desde o "Bom Dia Brasil" ao "Jornal Nacional". Ele não escondeu as lágrimas e confessou diversas vezes que era a cobertura mais difícil da vida, mas isso não impediu que o trabalho fosse bem feito.

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O ápice disso tudo aconteceu em 3 de dezembro, quando Galvão narrou o velório dos jogadores da Chapecoense na Arena Condá, em Chapecó (SC). Na ocasião, o locutor também não segurou a emoção e foi bastante elogiado nas redes sociais.

Alvo constante de piadas e do mau humor do público, Galvão Bueno conseguiu transformar um dos anos em que mais esteve em evidência em um dos melhores de sua carreira. Não há dúvidas de que ele já está marcado para sempre como uma das vozes mais emblemáticas do Brasil, mas, se manter o ritmo, o narrador tem tudo para cair cada vez mais nas graças do público e encerrar a carreira em grande estilo.

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