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Presente nos palcos do teatro e na TV em 2016, Marcos Caruso já tem trabalhos para o ano que vem, mas quer continuar vivendo Seu Peru

Marcos Caruso teve um 2016 bem agitado na TV e no teatro. O ator, de 64 anos, viveu o deputado Moacyr na última temporada de "Chapa Quente", no primeiro semestre, encenou seu primeiro monólogo, "O Escândalo Philippe Dussaert" no Centro do Rio de Janeiro, de quinta a domingo de 1º de setembro ao último final de semana, além de dirigir a peça "Selfie", protagonizada por Mateus Solano e Miguel Thiré, em São Paulo, e reviver o Seu Peru na segunda temporada da "Escolinha do Professor Raimundo", exibida aos domingos na Globo.

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Marcos Caruso se mantêm em plena atividade aos 64 anos
Pedro Curi/Globo
Marcos Caruso se mantêm em plena atividade aos 64 anos


Em entrevista ao iG , Marcos Caruso contou como se desdobrava nesses papéis e admite que torce para que a "Escolinha" ganhe uma continuação em 2017.

Gravações

O ator na pele de Seu Peru, papel de Orlando Drummond na versão original
Pedro Curi/Globo
O ator na pele de Seu Peru, papel de Orlando Drummond na versão original

O ritmo para gravar a segunda temporada do humorístico foi intenso, afirma o ator. "Foi uma das piores semanas da minha vida em termos profissionais, entrava na Globo 6h30 e saía às 21h. Mas depois do sucesso da primeira temporada ficou um gostinho de 'quero mais' em todo mundo. Ter esse elenco todo disponível na mesma data é complicado, mas conseguimos. A repercussão foi estrondosa, elevou bastante a audiência. Agora os textos estão melhores, nós atores mais soltos, foi delicioso. Estamos ansiosos por uma terceira temporada".

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Teatro

Caruso diz como surgiu a oportunidade de, após atuar em mais de 35 peças e escrever outras dez em mais de 40 anos de carreira, encenar um monólogo. "A decisão não foi minha, fui escolhido pelo público. Eu estava almoçando quando três senhoras me abordaram dizendo que viram uma peça em Paris, compraram o texto e queriam me entregar. Elas não tinham nada a ver com o teatro, mas vieram pensando no avião em quem poderia fazer, lembrando do meu nome".

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Marcos Caruso na peça 'O Escândalo Philippe Dussaert'
Paula Kossatz/Divulgação
Marcos Caruso na peça 'O Escândalo Philippe Dussaert'


O espetáculo gira em torno da história do pintor francês Philippe Dussaert , que perseguiu obstinadamente o sentido mais profundo do Nada, reproduzindo quadros famosos de pintores como Leonardo Da Vinci, Manet, Cézanne e Vermeer , mas excluindo personagens humanos ou animais, deixando apenas o cenário ao fundo. "Quando li, achei interessante, nunca pensei em fazer um monólogo. Foi muito prazeroso conversar durante 1h15 e olhar nos olhos das pessoas pela primeira vez", avalia, contando que a montagem deve ir para São Paulo no ano que vem.

Ele também é só elogios ao desempenho de Mateus Solano e Miguel Thiré em "Selfie", da qual foi diretor. A peça, cuja temporada também se encerrou neste fim de semana, mostrou a dependência que criamos do celular. "Os atores são extremamente rigorosos, chegam duas horas antes, fazem exercício de corpo e voz, tomam banho e discutem a cena depois, o tempo que ela levou. Por isso o espetáculo tem 1h19 todos os dias, é uma precisão suíça".

Mais trabalho

Para 2017, Marcos Caruso já tem trabalhos garantidos na TV: está no elenco da série "Filhos da Pátria", de Bruno Mazzeo , e formará um triângulo amoroso com Elizabeth Savalla e Irene Ravache na novela "Pega Ladrão", substituta de "Rock Story" às 19h.

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