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Atriz conta como é interpretar Juliana na novela da Record e revela que já foi alvo de preconceito em loja de roupas

Gabriela Moreyra estreou na Record em 2006, na novela "Bicho do Mato" e, dez anos depois, dá vida a Juliana, sua primeira protagonista na TV, em "Escrava Mãe". A atriz conta como foram as gravações no ano passado, a preparação para a personagem e revela já ter sofrido preconceito na vida real.

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A atriz tem 10 anos de carreira e protagoniza sua primeira novela
Edu Moraes - Divulgação Rede Record
A atriz tem 10 anos de carreira e protagoniza sua primeira novela


Juliana é adotada e criada na Casa Grande. Por ser mais clara que as outras, acaba sofrendo preconceito tanto lá dentro quanto fora, por ser uma escrava que não vive na senzala. Com isso ela se sente perdida e a pessoa que segura a onda dela é a tia Joaquina ( Zezé Motta ). É uma menina mulher, tem muita garra, força, mas é muito doce, amorosa, gosta de gente cuida das pessoas", explica.

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Pedro Carvalho e Gabriela Moreyra vivem os protagonistas Miguel e Juliana
Divulgação/Record
Pedro Carvalho e Gabriela Moreyra vivem os protagonistas Miguel e Juliana

Ela diz como se preparou para as gravações, realizadas no ano passado. "Procurei assistir muita coisa, como o filme '12 Anos de Escravidão', li bastante, conversei com uma historiadora, tivemos workshop... foi uma construção diária".

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Gabriela se sente segura com o resultado que está indo ao ar desde o último dia 31. "É legal fazer protagonista, é intenso, arrebatador, você vive praquilo. É como se abdicasse de ser você por alguns meses. No processo de volta, quando eu estava me despedindo da Juliana eu chorava. Sinto gratidão"

Mesmo assim, retratar um período cruel da colonização brasileira não é fácil. "Dificil saber que meus antepassados passaram por isso, que alguém da minha família sofreu. Eu tinha alguma consciência, mas só fazendo soube realmente o que era. Dói e ponto. Durante as gravações precisava sair da personagem para ter forças para voltar no dia seguinte".

Gravações aconteceram no ano passado, no interior de SP
Antonio Chahestian/Record
Gravações aconteceram no ano passado, no interior de SP


E diz já ter sofrido preconceito na vida. "Eu entrei em uma loja, perguntei se tinha meu tamanho e o rapaz me disse o preço. Se é preconceito com minha cor, meu cabelo ou minha roupa não sei, é preconceito".