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Em entrevista exclusiva ao iG, Mário Teixeira afirma que não sente pressão em repetir o sucesso da última trama das 23h

Após assinar "I Love Paraisópolis" ao lado de Alcides Nogueira , Mário Teixeira estreia no horário das 23h com "Liberdade, Liberdade", trama de época que estreou segunda-feira (11) e se passa durante o período da Inconfidência Mineira. "Vamos falar de amor, mas também de revolução, de inconfidência e dos movimentos que desembocaram na independência do País”, diz o autor em entrevista exclusiva ao iG .

Mário Teixeira estreia no horário das onze com
Divulgação
Mário Teixeira estreia no horário das onze com "Liberdade, Liberdade"


Na trama, Andreia Horta interpreta Joaquina, filha do revolucionário Tiradentes ( Thiago Lacerda ), que lutou para libertar o Brasil do domínio da coroa portuguesa. Pelo que foi divulgado na imprensa, Marcia Prates  seria a autora original da novela, mas acabou afastada por problemas encontrados no texto. A Comunicação da Globo deu sua versão sobre o caso.

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"(Este) É um dos nossos muitos modelos de criação, do mesmo jeito que temos variados modelos de produção. Ou seja, o modelo depende da natureza da criação, da produção, do produto. Como é possível perceber, antes assinávamos com direção de núcleo e geral, hoje temos assinado com direção artística, que pode ser feita por um, dois ou mais profissionais. O de 'Liberdade, Liberdade' é um dos muitos modelos possíveis".

Confira a entrevista completa:

iG: Como foi seu trabalho de pesquisa para escrever 'Liberdade, Liberdade'?

Mário Teixeira: Recebi o argumento de Marcia Prates e partir dele comecei a pesquisa junto com a minha equipe, na qual fizemos uso de diversas fontes para construir essa história. Vários romances me influenciaram, como "O Vermelho e o Negro" e "A Cartuxa de Parma", de Stendhal , os livros do Joseph Conrad ("A flecha de ouro"), os do Alexandre Dumas e os do Emilio Salgari ("O corsário negro"). Livros de história me fizeram entender melhor as relações de poder na época e Júnia Ferreira Furtado ("Homens de negócio"), que jogou luz sobre as relações hierárquicas que ainda vigoravam em Minas Gerais no período da nossa história.

Andréia Horta e Bruno Ferrari são os protagonistas de
Globo/João Miguel Júnior
Andréia Horta e Bruno Ferrari são os protagonistas de "Liberdade, Liberdade"

iG: De que forma você mescla a realidade com a ficção, tendo em vista que alguns personagens são exclusivos da novela?

MT:  Temos base nos acontecimentos históricos como a Inconfidência Mineira e a vinda da família real portuguesa para o Brasil, mas há o nosso olhar para tudo que pesquisamos, e criamos personagens ficcionais. Bebemos nos diários de viagem, nos livros e obras de arte para retratar o período. Dumas, um autor que muito me inspirou, tratava a história como matéria ficcional, invertia a cronologia dos fatos, retardava a morte de personagens reais para que eles trombassem com seus próprios personagens na narrativa. Aprendi muito com ele.

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Mateus Solano ficou nu no primeiro capítulo
Reprodução/TV Globo
Mateus Solano ficou nu no primeiro capítulo

iG: O que o público pode esperar de "Liberdade, Liberdade"?

MT: Ação, aventura, emoção e romance. Essa é a história de uma mulher que vive nesse período conturbado, em que o Brasil deixa de ser colônia e passa a ser a capital do império. Vamos falar dessa mulher, dos amores dela dentro desse contexto histórico que foi a vinda da família real para o Brasil. Falar de amor, mas também de revolução, de inconfidência e dos movimentos que desembocaram na independência do País.

iG: O quanto a construção da protagonista Joaquina é baseada em fatos e o quanto é ficção? 

MT:  Na história de ‘Liberdade, Liberdade’ ela é ficcional. Há pouquíssimas referências sobre a Joaquina real, só uma menção a ela nos autos da devassa, que são os relatórios oficiais sobre a Inconfidência. Por isso a minha criação é tão livre. A ideia de falar sobre Joaquina partiu do argumento da Marcia Prates. A partir dele, desenvolvi uma história sobre a volta de uma menina cujo pai, Tiradentes, foi considerado um traidor. 

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iG: O principal tema da novela é a busca por liberdade. Como isso será trabalhado na trama?

MT: Essa é a história de uma mulher que vive nesse período conturbado, em que o Brasil deixa de ser colônia e passa a ser a capital do Império. Vamos falar dessa mulher, dos amores dela dentro desse contexto histórico que foi a vinda da família real para o Brasil. Vamos falar de amor, mas também de revolução, de inconfidência e dos movimentos que desembocaram na independência do País.

Joaquina quando criança, interpretada por Mel Maia e sua mãe, Antônia (Letícia Sabatella)
Globo/João Cotta
Joaquina quando criança, interpretada por Mel Maia e sua mãe, Antônia (Letícia Sabatella)

iG: O que o horário das 23h traz de diferente para a dramaturgia? Ele permite uma maior liberdade?

MT: Naturalmente estar no horário das onze nos traz possibilidades de explorar mais certos assuntos, mas o que difere mais é o tom de um projeto para o outro, independente do horário.

iG: Como fazer uma trama de época "conversar" com a realidade atual?

MT:  Infelizmente, há questões críticas que se arrastaram ao longo dos séculos. Mas essa novela tem em sua temática muitas sequências de emoção, aventura, romance...

iG: Você se preocupa em repetir o sucesso de "Verdades Secretas", última trama do horário?

MT: Não tenho nenhuma preocupação, até porque são histórias com propostas muito diferentes. O meu desejo é que o público se envolva na história desta mulher tão forte, justa e à frente do seu tempo. Uma verdadeira guerreira, que tem a sua luta, claro. Mas que também vai ter que aprender a driblar algumas surpresas que o seu coração lhe reserva.

Virginia (Lilia Cabral) verá Joaquina como um símbolo de esperança
Globo/Paulo Belote
Virginia (Lilia Cabral) verá Joaquina como um símbolo de esperança



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