Não há nada mais difícil do que fazer rir, é preciso ter talento

2014, sem dúvida, foi o ano da graça. Até quem não queria virar piada, virou. Com a internet como aliada para dar sobrevida para qualquer acontecimento, a TV investiu pesado em humorísticos de todos os tipos. A grande questão é: todos eles valem mesmo sua gargalhada? Claro que tudo é relativo e o que é engraçado para alguns pode não ser para outros. Portanto, vamos seguir essa retrospectiva de maneira geral, combinado? Bora lá!

Em setembro deste ano, a galera de “A Grande Família” fez o povo todo chorar de nostalgia com um emocionante último episódio. Depois de 13 anos no ar, Dona Nenê ( Marieta Severo ), Lineu ( Marco Nanini ) e companhia se despediram do público de maneira nobre, mas fora do tempo. O programa sempre foi bem visto, mas perdeu fôlego e graça há algumas temporadas. Que bom que o tchau definitivo foi digno da história que eles construíram.

Quem conquistou um lugar em nossos corações foi “Tapas & Beijos”. Mas a dupla Fátima ( Fernanda Torres ) e Sueli ( Andréa Beltrão ) tem data para chegar ao fim. 2015 será o último ano do programa, que dá lugar para outras novidades da Globo. No meio dessa bagunça, o “Tá no Ar: a TV na TV”, que teve ótimo desempenho na primeira temporada, volta à grade. Marcius Melhem e Marcelo Adnet terão participação especial de diversas figuras para tentar superar o sucesso de 2014.

Fugindo dos tradicionais que estão há anos aí - como “Pânico na Band” -, vamos à TV fechada, que produziu muito bem em 2014. O “Vai Que Cola”, do Multishow, recuperou o fôlego com participações especiais de Tatá Werneck , Julia Rabello , Marcelo Médici e etc, e bateu recorde de audiência. Para 2015, nova temporada está garantida, assim como um filme da galera da pensão da Dona Jô ( Catarina Abdala ), que deve ser rodado em março.

Por falar em Tatá Werneck, no mesmo canal ela e Fabio Porchat estrearam o “Tudo Pela Audiência”. A anarquia total que reinou no palco conquistou os executivos do Multishow, assim como o público, e nova temporada já foi, inclusive, gravada. O que não decolou como se esperava - pelo menos, não para mim - foi a versão televisiva de “Trair e Coçar É Só Começar”. Sucesso no teatro e no cinema, a produção da atração é nota mil, assim como a cenografia, mas o termômetro do riso não fez nem cócegas.

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