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20/05 - 12:02

Em entrevista, Alessandra Ambrosio garante: "Não quero ser a número 1"

Gustavo Abreu, iG São Paulo


Ao 29 anos de idade, a top Alessandra Ambrosio está em um momento único de sua vida: é a sexta modelo mais bem paga do planeta, é a Angel número um do time de beldades da Victoria’s Secret, a quinta na lista das 'Money Girls' do site-referência Models.com e está noiva do empresário americano Jamie Mazur, com quem tem uma filha, Anja Louise, de um ano e meio.

 

No auge de sua carreira, a top gaúcha coleciona trabalhos com os maiores nomes da indústria fashion: já esteve à frente nas passarelas da Dior, Lacroix, Oscar de la Renta, Chanel e Fendi, além de passar pelas páginas das mais consagradas publicações do ramo, como a "Vogue", "LOVE", "Hercules", "Harper’s Bazar" e "GQ", entre tantas outras.

 

Mas se engana quem pensa que ela quer mais. Logo de cara, Alessandra já avisa: "Não penso em estar no topo e ser a modelo número 1".

 

Fotos: Luciano Trevisan/Fotomídia

 

Depois de quatro anos se dedicando a campanhas de lingeries, atualmente Alessandra procura respirar novos ares. Além de estar focada em sua família e nos cuidados maternos - "minha verdadeira ambição é poder ficar com a minha filha, o máximo de tempo que puder" -, a modelo investe pesado em campanhas de moda, com menos pele à mostra. Tudo isso comandado pela agência novaiorquina ARC do brasileiro Lorenzo Martone, namorado de Marc Jacobs, que pretende transformar a imagem dela. Em celebridade.

 

E Alessandra tem o pé no chão. Garante que nunca se deslumbrou. Sobre as amizades no meio, é categórica: "As modelos são apenas minhas colegas de trabalho. Minhas amigas de verdade são as que conheci no colégio".
 

Esta semana, a top esteve no Brasil para fotografar um editorial da "Vogue" brasileira, durante três cansativos dias. Antes de sair correndo de volta à Los Angeles, Alessandra fez um pequeno break e falou com exclusividade ao iG Gente. Aqui, ela fala sobre Gisele Bündchen, ambições, família, amigos e... dinheiro. Afinal, vale lembrar que no último ano ela faturou, segundo a lista da revista "Forbes", US$ 5,5 milhões. "Eu não teria tempo para cuidar de todo meu dinheiro."

 

iG - Em que patamar da indústria fashion você julga estar na sua carreira?
Alessandra Ambrosio
- Não meço minha carreira em patamares. Mas percebo que tudo que faço vai sempre melhorando. Nos últimos quatro anos tenho feito Victoria’s Secret, mas este ano eu voltei a fazer campanhas e editoriais de moda, como a da Moschino, bem fashion! Gosto de novos desafios e de fazer coisas diferentes. Isso, pra mim, é o que importa.

 

E onde você ainda quer chegar?
Não penso em estar no topo e ser a modelo número um. Penso em fazer coisas que me agradem e que sejam imortais. Quero fazer fotos clássicas.


Voce acha que as modelos brasileiras da sua geração estarão sempre à sombra da Gisele Bündchen?
Nunca pensei nisso. Cada modelo é única, cada carreira é única. Como Cindy Crawford é única e o mesmo com a Claudia Schiffer ou a Linda Evangelista. Cada uma teve sua importância em determinado momento.

 

 


Qual é então sua ambição? Onde se vê daqui vinte anos?
Seria ótimo se eu conseguisse chegar onde está a Naomi Campbell ou a Kristen McMenamy, que sairam nuas e maravilhosas na capa da "LOVE" Magazine (a edição de fevereiro da revista trouxe oito capas com tops diferentes). Essas modelos conseguiram algo inédito. Antigamente se dizia que a carreira de modelo é curta, mas hoje em dia é possível perceber que ela está se prolongando para 20, 30 anos. Mas tudo depende, não gosto de planejar meu futuro. Minha verdadeira ambição é poder ficar com a minha filha, o máximo de tempo que puder.


Como é a experiência de ser mãe?
Ser mãe é a melhor coisa do mundo. Ter alguém para voltar para casa é muito bom - ela está sempre esperando por mim. Agora ela está em uma fase de chorar toda vez que eu saio de casa. Dá um aperto no coração, mas a vida continua, tenho que continuar trabalhando.


Ela já está fazendo alguma gracinha especial?
Outro dia ela pegou um microfone e começou a cantar uma música das princesas da Disney, foi lindo. Uma grande surpresa. Ela mesma pegou e microfone e fez um showzinho pra mim.


Onde você mais passa tempo?
Vivo em Nova York e Los Angeles, pra lá e pra cá. Na verdade passo mais tempo no avião, viajando...


Sente falta de ter uma vida “normal”?
Às vezes sim, especialmente com a minha filha. Gostaria de poder vê-la todos os dias e dar boa noite, mas com a carreira que escolhi, tive que sacrificar algumas coisas para ter outras. Ao mesmo tempo em que sinto falta de casa, posso viajar o mundo inteiro, conhecer culturas, pessoas e lugares maravilhosos. Perde-se, mas também se ganha.


Qual a sua fonte de cultura?
Com certeza é a música. Adoro ir a shows, concertos e festivais. Adoro o Coachella (festival realizado anualment no deserto californiano), faz seis anos que vou direto. Minha banda favorita é o Pearl Jam.

 

 


Como é sua preparação física para os desfiles da Victoria's Secret?
Na academia! Sempre chamo meu personal trainer e começo a malhar dois meses antes. Durante o ano já faço yoga e pilates, mas para os desfiles pego mais intenso na musculação para definir.


Você é vaidosa?
Sou! E bastante. Adoro usar cremes, adoro comprar produtos de beleza, maquiagem... Sempre que passo no Free Shop eu compro alguma coisa, nunca saio ilesa... Então tem que usar.

 

Já caiu no deslumbre alguma vez?
Acho que não. Com o tempo, você acaba vivendo e tudo se torna rotina. É uma evolução natural.


Um marco da sua carreira...
Com certeza foi meu primeiro desfile para a Victoria’s Secret, em Cannes. Aconteceu durante o festival de cinema com vários artistas e famosos. Foi o primeiro grande momento da minha carreira. Eram apenas modelos incríveis. Descemos de um concorde e tinha milhares de fotógrafos. Foi quando senti o glamour e percebi que tudo começou a mudar.


Entre as modelos com quem você convive no dia-a-dia, quem são suas amigas de verdade?
As modelos são apenas minhas colegas de trabalho. Todas nós temos uma rotina muito corrida. Quando trabalhamos juntas é sempre prazeroso, mas minhas amigas de verdade são as que conheci no colégio, desde que tenho quatro anos de idade. Também tem algumas em Nova York. Sempre troco mensagens com a Izabel Goulart e conheço quase todas as brasileiras.

 

 


Sobra tempo para voltar às raízes?
Com certeza. Adoro passar tempo com minha família, minhas avós. Estar sempre com a minha mãe, que agora está viajando comigo. Isso é uma coisa que nunca deixei e nunca quero deixar de lado. Sempre volto para Erechim, no Rio Grande do Sul, no mínimo duas vezes por ano, toda a minha vida. Minha filha nasceu no Brasil e logo já conheceu minha cidade. Não deixaria ela sem ver minha familia por mais de seis meses: sempre dou um jeito de trazê-la para curtir um pouco.


Você está envolvida em projetos sociais?
Eu contribuo com a Sociedade de Escleorose Multipla, de Nova York, porque meu pai sofre desta doença há quase 20 anos. Recentemente fiz um video que está no site deles, porque no próximo mês acontecerá uma pedalada pela conscientização da doença. Sempre vou visitá-los para saber como andam os estudos da cura. Além disso, contribuo com a Lakay Pam, a convite da minha amiga Carolina Bittencourt. É uma ONG destinada a ajudar as vítimas do Haiti e arrecadar fundos para a construção de orfanatos e abastecimento de comida no país. Em setembro, seremos anfitriãs de um evento beneficiente em prol desta causa.


Você se incomoda de estar nos holofotes do showbiz norte-americano?
Ser encarada como uma celebridade faz parte do meu trabalho. Se eu não quisesse, não teria entrado para este ramo. Claro que tento manter minha privacidade, mas... se isso te incomoda, não deveria fazer. Então vai ser médico ou banqueiro, entende? Alguma coisa assim...


Você mesmo cuida do seu dinheiro?
Não, imagina! Tem muitas pessoas. Tem gente na minha família que ajuda a cuidar e, claro, tenho uma equipe lá fora, mas sempre acompanho. Eu não teria tempo para cuidar de todo meu dinheiro.


Pretende investir em algo?
Talvez abrir uma loja, uma marca de roupas ou cosméticos, mas por enquanto, nada concreto.




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