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Lea T

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  • Nome

    Lea T

  • Idade

    31 anos (19/02/1980)

  • Naturalidade

    Belo Horizonte, MG

  • Signo

    Aquário

  • Status

    Solteira

Lea T é a primeira modelo transexual de destaque mundial. Está entre as 50 principais modelos da atualidade, segundo o site Models.com. Filha do craque da seleção Toninho Cerezo, Lea nasceu Leandro, e ganhou fama ao trabalhar como modelo da grife Givenchy. Morando em Milão, na Itália, ela faz terapia hormonal enquanto aguarda autorização para a cirurgia de mudança de sexo.

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Biografia completa de Lea T

 BIOGRAFIA

Leandro Medeiros Cerezo, a Lea T, nasceu em Belo Horizonte no dia 19 de fevereiro de 1980. Lea é fruto do primeiro casamento do jogador de futebol Toninho Cerezo com Rosa Helena Medeiros. Ela tem um irmão, Gustavo, e duas irmãs, Lorena e Luana.

Em 1983, Toninho foi contratado pelo Roma, na maior negociação do futebol brasileiro até então, e a família mudou-se para a Itália. Lea diz que desde pequena se sentia diferente, e que seu pai percebia. “Eu cresci em um ambiente muito feminino”, disse Lea, em entrevista. “Quando papai vinha para casa e me observava, dizia ver em mim alguma coisa que não estava certa. Com os anos, todos começaram a rezar para que eu fosse gay.”

Lea estudou em Gênova e em Florença. Após terminar o colégio, passou um tempo viajando por Ibiza, Tóquio e Nova York. Nesse período, ela chegou a trabalhar como modelo masculino, mas já era confundida com mulher. “Geralmente, quando entrava para o casting masculino, sempre vinha alguém me dizer: ‘As garotas devem ir para o outro quarto’”, contou em entrevista. “Eu ficava vermelha, ou melhor, vermelho de vergonha.”

A modelo pensava em estudar veterinária desde pequena. Mas, antes de começar a faculdade, foi apresentada por uma amiga a Riccardo Tisci, que havia acabado de se formar na St. Martin’s School, prestigiada escola de moda de Londres.

Em Milão, Lea passou a trabalhar como assessora do estilista e também como modelo de provas. Após passar por algumas marcas, Riccardo foi contratado como diretor de criação da famosa marca francesa Givenchy. O “T” do nome de Lea é em homenagem a Riccardo. Ele sempre apoiou e encorajou a modelo a se assumir como transexual. Lea diz que Riccardo a incentivou a ir pela primeira vez a uma festa usando salto alto.

Em 2010, por iniciativa de Riccardo, Lea começou a desfilar e a fazer campanhas para a Givenchy. Ela então saltou do anonimato para a fama, sempre assumindo a sua condição de transexual. Mas, no início, ninguém sabia quem era seu pai.

Ao descobrirem que ela é filha de um craque brasileiro do futebol, toda a imprensa – especializada ou não – voltou suas atenções para Lea. O jornal britânico “Guardian” fez um perfil da modelo e a classificou como “a primeira supermodelo transexual” de destaque.

Ela deu dezenas de entrevistas, entre elas para a Oprah, e apareceu em uma foto ousada da “Vogue” francesa. Na imagem, ela aparece nua, de perfil, escondendo parcialmente sua genitália masculina.

Em 2011, Lea desfilou no Brasil para Alexandre Hercovitch durante a São Paulo Fashion Week. Foi a primeira vez que ela voltou ao país após tornar-se famosa, mas quase que a modelo não vem: Lea ficou muito chateada com os jornais que diziam que ela era renegada pelo pai.

No mesmo ano, ela também apareceu na capa da revista “Love” beijando na boca a modelo Kate Moss.

Eleita uma das 50 modelos mais bem-pagas do mundo pelo site Models.com, Lea faz terapia hormonal e análise para submeter-se à operação de mudança de sexo, que ainda não ocorreu pois ela aguarda uma autorização judicial do governo italiano.

 

<span>Lea T curte o carnaval no Rio</span> - <strong>Foto: AgNews</strong> <span>A modelo brasileira durante o programa da Oprah</span> - <strong>Foto: Reprodução</strong> <span>Kate Moss beija Lea T em capa de revista</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>A modelo tem participado de ensaios que trabalham sua transexualidade</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Toninho Cerezo, seu pai, durante jogo contra a Argentina na Copa de 1982</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Alexandre Herchcovitch e Lea T; a modelo desfilou para o estilista durante a São Paulo Fashion Week</span> - <strong>Foto: AgNews</strong>

Desde a adolescência Lea não se sente bem no próprio corpo. Ela diz que não tinha uma sexualidade definida, “uma direção exata do desejo”. Sua primeira paixão foi por uma menina. Depois, por um garoto, que correspondia. Mas ela diz que não tinha – e que nunca teve – namorado ou namorada.

“O sexo para mim era nulo”, diz a modelo, que teve sua primeira experiência sexual depois dos 20 anos. “Foi rápido, desconfortável. Eu tinha e ainda tenho muita vergonha do meu corpo.”

Ao descobrir o mundo dos transexuais, ela se interessou, mas não acreditava que fosse seu caso. Com o tempo, percebeu que era o seu caso. Ela não era gay: tinha uma cabeça de mulher em um corpo masculino e se sentia atraída por homens.

À espera da cirurgia de mudança de sexo, Lea não se mostra otimista sobre o futuro. “Nós, transexuais, nascemos e crescemos sozinhos’, declarou a modelo em entrevista. “Após a cirurgia de mudança de sexo, nascemos de novo, mas novamente sozinhos. E, depois, morremos solitários também.” Porém, para a modelo, “a escolha é entre ser infeliz para sempre ou tentar ser feliz.”

Sobre sua família, Lea diz que o pai aprendeu a aceitar suas decisões e que a ama se ela for “homem, mulher ou cachorro”. Toninho chegou a escrever uma carta aberta, publicada em uma revista, deixando clara sua posição de que compreende e apoia Lea. Já sua mãe, muito religiosa, não aceita, mas diz que não irá abandoná-la. Seus irmãos também já se manifestaram mostrando que compreendem e estão do lado de sua irmã polêmica e famosa.


 

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