Os últimos cinco anos foram intensos na carreira de Tessa Thompson. A atriz, de 35 anos, trabalhou tanto que perdeu até o sono com a adrenalina. O esforço culmina agora com “MIB: Homens de Preto – Internacional”, que estreia nesta quinta-feira (13), onde ela e Chris Hemsworth repetem a parceria de “Thor: Ragnarok”.

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Tessa Thompson
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Tessa Thompson


No entanto, desta vez, é Tessa Thompson quem toma a frente da comédia de ficção científica. Conhecida por atuar em filmes e séries engajados em questões raciais como “Selma” e “Dear White People”, a estrela dá muita importância ao feito de participar do reinício de uma franquia de sucesso com mais de 20 anos de história.

“Sinceramente, há cinco anos não havia tantas oportunidades como há hoje para mulheres negras. Por isso, acho que agora tenho sorte de trabalhar quando tenho tantas oportunidades. Tenho trabalhado muito nos últimos anos, e por isso estou com o sono atrasado. Mas acho que vou relaxar”, disse Thompson.

No novo filme da franquia “ MIB ”, Tessa e Hemsworth formam uma dupla de agentes Men in Black, organização que controla as atividades alienígenas na Terra e monitora possíveis ameaças externas ao planeta. O título dá sequência à franquia inspirada na história em quadrinhos de Lowell Cunningham, iniciada no fim dos anos 1990 por Barry Sonnenfeld, com Will Smith e Tommy Lee Jones como a dupla protagonista.

No longa, a personagem de Terra passa por uma experiência na infância que a marca profundamente, e faz com que ela fique obcecada em trabalhar para a agência dos “ Homens de Preto ”. Tanto que não é a organização que a recruta, mas é ela que vai atrás de uma oportunidade.

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“Essa ideia surgiu muito antes do movimento Times’ Up e dos atuais debates culturais. Minha personagem, a agente M, é enviada de Nova York para o Reino Unido, onde há uma potencial ameaça dentro da organização, um espião. Minha missão, e a de meu parceiro, é tentar resolver esse caso, o que adiciona uma camada de suspense à história.

Tessa Thompson
Reprodução/Instagram
Tessa Thompson e Chris Hemsworth


Para ela, filmes como esse estão “à frente de seu tempo”, porque podem abordar problemas que afetam o mundo por meio de uma mistura de gêneros saborosa, como a comédia e a ficção científica.

“Pode-se falar de coisas como a imigração, por exemplo. Para mim existe uma metáfora explícita para o fato de que, apesar das diferenças, podemos coexistir, desde que não tentemos nos matar, desde que possamos nos dar bem. As pessoas podem vir de qualquer lugar, podem ser o ‘outro’ e encontrar um porto seguro na Terra. Sempre achei que esta mensagem dentro desses filmes é muito bonita, ela me atrai muito”, explica.

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Mesmo com sua visibilidade, a atriz conta que fica incomodada quando se fala em uma “tendência” em Hollywood de trazer as mulheres para o centro das produções, sejam de cinema ou TV. As produções feitas para esses dois meios, segundo a própria, “podem refletir uma cultura, mas também podem criar uma cultura”.

“A verdade é que somos, as mulheres, metade da população. Eu gosto de ver filmes que se parecem com o mundo que habito. E vivo em um mundo em que há uma quantidade enorme de pessoas diferentes. Há negros, LGBTQ+, trans, deficientes. Acho que é essa discussão que está rolando em Hollywood. Espero que possamos passar do ponto que isso seja tão normalizado que não seja nem digno de ser mencionado”, declara.

Com 15 anos de carreira, a atriz nascida em Los Angeles e criada em Nova York está vivendo seu momento. Por essa razão, a falta de sono que diz ser consequência de tanta atividade não a incomoda. Neste mês, ela finalizou as gravações de “Sylvie”, uma história de amor que se passa no Harlem, no meio do século passado.

MIB
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Tessa Thompson e Chris Hemsworth em cena de MIB

E, em breve, começará a filmar a terceira temporada de “Westworld”, para a HBO , na qual interpreta a vilã Charlotte Hale. Enquanto isso, dá voz à cachorrinha Lady, na adaptação live action da clássica animação da Disney, “A Dama e o Vagabundo”.

“Eu tenho muita sorte por ter tanto trabalho. Estou fazendo coisas que importam para mim e das quais gosto. Quero trabalhar em coisas que acho interessantes, a não ser que esteja obrigada por contrato. O que estou, quase sempre, mas no momento estou feliz, porque me sinto envolvida nos projetos. Mas também fico feliz de não trabalhar e ficar em casa lendo, ou trabalhando em meus próprios projetos musicais”, completa Tessa Thompson .

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