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Durante a CCXP, neste sábado (08), Tom Grummet, desenhista da DC Comics, explicou como se deu a decisão de matar o Superman em 1993; confira mais

Uma HQ que sempre levantou polêmica entre os fãs do Superman foi "A Morte do Superman", de 1993. Presente na CCXP 2018, Tom Grummet , um dos quadrinistas responsáveis pela obra em questão, explicou que, no fundo, a morte do personagem não passou de um chilique da equipe criativa. "Matar o Superman foi o nosso chilique porque não pudemos fazer a história do jeito que nós queríamos", contou.

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Desenhista fala da morte do Superman na CCXP 2018
CCXP/ I Hate Flash
Desenhista fala da morte do Superman na CCXP 2018


Porém, segundo Tom Grummet explicou aos presentes na CCXP 2018 , esse arco começou como uma piada. "No começo, a gente estava planejando um casamento. De seis meses a um ano antes, o Clark Kent contou pra Louis Lane que era Superman, depois de pedir ela em casamento. Quando eu entrei na equipe, eles estavam noivos", revelou.

"Estávamos pensando nos detalhes dessa história e, em algum momento, o Mike Carlin atendeu um telefonema e disse 'o casamento foi cancelado'. A publicadora cancelou o casamento por causa de um programa de TV, no canal EBC, e eles não poderiam estar casados na HQ para não confundir o público, já que eles não estariam casados na TV. Então, alguém disse 'vamos matar ele'. Foi uma piada, mas eu não sabia disso. O diretor concordou, depois de consultar a publicadora, e disse 'ok, vamos matar o Superman'", contou Grummet.

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Ainda de acordo com o quadrinista, esse foi um trabalho mais difícil do que poderiam imaginar. Isso porque não seria tão simples encontrar um vilão capaz de matar o Superman e que convencesse o público. Então, foi necessário inventar um novo vilão - o Apocalypse

Memórias na CCXP 2018

Painel sobre a morte e o retorno do Superman na CCXP 2018
CCXP/ I Hate Flash
Painel sobre a morte e o retorno do Superman na CCXP 2018


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Grummet também aproveitou o espaço na CCXP 2018 para relembrar suas memórias emocionais com o personagem. "Minha primeira memória com o Superman foi com o preto e branco, e depois, os quadrinhos. Foi aí que eu descobri que a capa não era cinza, por exemplo, mas sim, vermelha. Graças a ele, eu comecei a me interessar pelos quadrinhos - e isso virou minha paixão, e meu ganha pão também. Se não fosse o Superman, eu não estaria aqui", finalizou.

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