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“¡Las Sandinistas!”, da americana Jenny Murray, que fala da luta de ex-guerrilheiras, foi o grande vencedor da noite na Mostra SP; confira mais

A Mostra de Cinema de São Paulo terminou na última quarta-feira (31) premiando o documentário “¡Las Sandinistas!” , da americana Jenny Murray, como o grande vencedor. A obra fala da luta de ex-guerrilheiras pela memória de sua participação na revolução socialista que derrotou a ditaduta na Nacarágua, no fim dos anos 1970.

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O documentário sobre guerrilheiras socialistas
Reprodução
O documentário sobre guerrilheiras socialistas "¡Las Sandinistas" foi o grande vencedor da Mostra de Cinema de São Paulo


“¡Las Sandinistas!” recebeu o Troféu Bandeira Paulista, principal prêmio da Mostra de Cinema de São Paulo, por decisão do júri. Além disso, foi escolhido pelo público como o melhor documentário internacional da programação.

Os cinco jurados também conferiram uma menção ao drama brasileiro “Sócrates”, do diretor Alex Moratto, que fala de um órfão de 15 anos que enfrenta racismo, homofobia e as agruras da pobreza.

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O Prêmio Petrobras, que confere gratificação em dinheiro uma ficção nacional e um documentário nacional a partir dos votos do público foi para "Meio Irmão" e "Torre das Donzelas".

Cena do filme
Divulgação
Cena do filme "Torre das Donzelas", um dos prêmiados na Mostra de Cinema de São Paulo

O público também elegerou as melhores produções internacionais através de votação. Além de "¡Las Sandinistas!”, na categoria de documentário, “Cafarnaum” venceu em ficção.

O drama conta a história de um menino de 12 anos, semimiserável e vítima de maus-tratos, que resolve processar seus pais por negligência.

A Abraccine, associação que reúne críticos de cinema do país, votou em “Meio Irmão” como o melhor longa-metragem da edição. "Nuestro Tiempo", de Carlos Reygadas, como o melhor longa estrangeiro. Entre os nacionais, o eleleito foi "Todas as Canções de Amor", de Joana Mariani. 

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A Mostra de Cinema de São Paulo também concedeu o prêmio honorário Leon Cakoff ao cineasta iraniano Jafar Panahi, de "3 Faces", que é impedido de deixar seu país por imposição do governo. Ele é acusado de fazer propaganda contra o regime em seus filmes. 

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