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Vencedores de dois prêmios este ano, o grupo musical volta a Salvador para animar seus conterrâneos com as festas da virada de ano

Durante as festas de fim de ano , Salvador recebeu o grupo de música urbana BaianaSystem em seu Pré-Réveillon. Russo Passapusso (vocalista), Roberto Barreto (guitarrista) e SekoBass (baixo) colocaram o público para dançar na Praça Cairu na noite de quinta-feira (29), ao som de suas composições experimentais que trazem uma gama de estilos musicais diferentes.

Em Salvador, BaianaSystem faz a sua quarta participação nas festas de fim de ano da cidade
Divulgação
Em Salvador, BaianaSystem faz a sua quarta participação nas festas de fim de ano da cidade


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Com Lucro: descomprimido , terceira música do álbum lançado este ano, Duas Cidades , Salvador entrou no fervo da quarta participação do BaianaSystem nas festividades de fim de ano da capital. O show também rendeu novas surpresas, já que Roberto Barreto afirmou que a banda pretende lançar uma faixa musical antes do carnaval de 2017. "Estamos sempre produzindo coisas novas. Lançamos uma faixa instrumental dentro da música Forasteiros recentemente. O nosso processo de composição de show é assim: as coisas são colocadas no show primeiro e depois a gente grava, o que é bem diferente dos outros mercados", afirmou Barreto.

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A banda, que foi fundada em 2009, já lançou três discos com o conceito de dar uma nova cara à música urbana do seu estado, misturando o sound system jamaicano com a guitarra baiana. Com um trabalho intenso de criação, a banda não se adequa ao mercado de músicas sazonais, como afirma o vocalista, Russo Passapusso: “As pessoas dão um clima sazonal para as composições, por exemplo, uma música para o inverno, outra para o verão, deixa de ser uma música de sentimento. Fugir desse sazonal é dar mais espaço para a composição artística mesmo, para a poesia e tudo mais”.

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Sucesso repentino

Apesar de estar já há quase oito anos na estrada, a banda de Salvador ainda se espanta com o sucesso atual que, inclusive, lhe rendeu dois prêmios musicais este ano no Prêmio Multishow de música, com Playssom levando o troféu de melhor hit e Duas Cidades o de melhor disco. “O pessoal subia em árvore, mandava a gente ir embora, público do camarote virava as costas, a gente cantava olhando pro céu e, de repente, as pessoas começaram a entender o código. Nós passamos por muito momento de sufoco, mas a arte precisa ser bonita para ser arte. O que eu mais gosto é que a gente seguiu o lance da intuição, de deixar a coisa acontecer”, revelou o vocalista.

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