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Midseason finale foi explosiva, mas também investiu nos conflitos dos personagens. Negan continua responsável pelo resgate da qualidade da série

O último episódio de 2016 de “The Walking Dead” foi o acontecimento climático que se esperava e foi um midseason finale para lembrar os áureos tempos do programa. “Hearts Still Beating” confirmou as expectativas e elevou a temperatura da rivalidade  entre Negan (Jeffrey Dean Morgan) e Rick (Andrew Lincoln). A série renunciou à estrutura formulaica adotada pelos produtores nos últimos episódios finais e investiu nos conflitos dos personagens para garantir o apelo junto à audiência.

Rick e Negan se estranham em cena de The Walking Dead
Divulgação
Rick e Negan se estranham em cena de The Walking Dead

O que não quer dizer que o show tenha deixado totalmente de lado os cliffhangers. Uma bota de um sujeito que acompanhou Rick e Aaron recolhendo coisas para Negan em meio a um rio cheio de zumbis e os seguiu de volta a Alexandria que o diga. Mas o oitavo episódio da sétima temporada de “The Walking Dead” foi bastante satisfatório. O episódio significou o despertar da besta que vive em Rick e que vimos tantas vezes em momentos capitais da série e que tinha sido posta para dormir por Negan.

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Como de hábito episódios estigmáticos como este, mortes aconteceram. A de Spencer (Austin Nichols), que tentou manipular Negan para que ele matasse Rick, pouca gente sentiu. Mas Olivia (Ann Mahoney) foi um baque.

A ida de Negan em Alexandria, sua segunda e motivada pelo atentado de Carl (Chandler Riggs) a sua vida, provou que Rick e seu grupo jamais estariam a salvo dos tentáculos do vilão e, talvez, tivessem destino parecido com o grupo que Tara (Allana Masterson) encontrou em “Swear”, sexto episódio da temporada. Pelo menos, na percepção de Rick. “Você sempre nos disse que nós vivemos porque somos pessoas que executam. Isso não é viver”, brada Michonne (Danai Guriria) em uma das últimas cenas do episódio a um surpreendentemente sereno Rick. “Nós temos que fazer isso por todos eles. Por Alexandria. Hilltop...”, completa. “Eu sei. Eu posso ver isso agora”, responde Rick antes de um beijo tão catártico como de comunhão.

Confira a promo do nono episódio

O último episódio, diferentemente dos anteriores, se desdobrou quase que intuitivamente sobre todos os núcleos da série. Vimos Carol (Melissa McBride) e Morgan (Lennie James) ainda se debatendo com suas escolhas pouco ortodoxas em um mundo tão violento e surreal. Vemos, ainda, Maggie (Lauren Cohan) e Sasha (Sonequa Martin-Green) ganhando força política em Hilltop, para onde Daryl (Norman Reedus) foge com Jesus (Tom Payne) após escapar da garra dos salvadores.

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Esse episódio confirma as impressões de que o sétimo ano representa um resgate da qualidade narrativa de “The Walking Dead”. Grande catalisador deste movimento, Negan permanece como o grande destaque da temporada e seu grande mérito foi tirar personagens, mas principalmente roteiristas, da letargia.

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