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Desenvolvido por Facundo Guerra e Marcelo Beraldo, GIG quer diminuir barreiras entre público e artistas; app será lançado na SIM São Paulo

Uma das novidades apresentadas na SIM São Paulo , que acontece na capital paulista até este domingo (11), é o aplicativo GIG , definido pelos criadores como o "Pokémon GO da música".

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Desenvolvido por Facundo Guerra e Marcelo Beraldo, o aplicativo GIG é como se fosse o Pokémon GO da música
Reprodução/GIG
Desenvolvido por Facundo Guerra e Marcelo Beraldo, o aplicativo GIG é como se fosse o Pokémon GO da música

Desenvolvido por Marcelo Beraldo e Facundo Guerra , do Grupo Vegas , o aplicativo busca fomentar a música ao vivo ao diminuir a distância entre músicos, público e agentes. "A gente alinha os três elementos: pelo menos um fã, um artista e um palco", explicou Beraldo em entrevista ao iG .

No app, tanto fãs, quanto artistas e produtores podem agendar shows. O público pode dizer qual banda quer ver em qual lugar, enquanto o produtor pode abrir qualquer espaço seu para receber performances e o artista pode marcar onde estará fazendo seu show – seja numa casa de shows, em uma esquina ou em qualquer espaço público.

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Uma das coisas mais interessantes do programa é o chapéu virtual, em que o público pode contribuir com os artistas digitalmente em vez de dar dinheiro físico. Mas isso não siginifca que a grana sairá do bolso das pessoas. "Estamos envolvendo as marcas para que as pessoas doem o dinheiro delas", disse Beraldo. Com isso, estabelecimentos podem abrir suas fachadas como "palcos" e liberar uma cota de dinheiro a ser doada ao músico, mas a grana só irá de fato para o artista se o público fizer as doações simbólicas.

A ideia de fazer o GIG veio da experiência de Beraldo com músicos do metrô. "O Metrô de São Paulo não permite doações aos artistas, então o app é para oficializar as doações", explicou.

Estreitando relações

O grande objetivo da plataforma é estreitar as relações entre os membros do mercado da música – desde público a produtores, passando pelos artistas. Para isso, ela oferece toda a base para contratação, pagamento e divulgação de shows.

"A tecnologia já é muito útil para a divulgação dos shows, mas ainda é muito insipiente na parte de contratação e gestão de talentos", explicou Beraldo. Através de parcerias com sistemas de pagamentos online, o GIG pode mudar esse panorama – e ainda gerar lucro para os desenvolvedores, que vão ganhar dinheiro apenas com as comissões do app.

"Pokémon GO da música"

A ideia de "Pokémon GO da música" vem do serviço de geolocalização incorporado ao app. Pela plataforma, o público consegue ver quais bandas estão tocando perto de si e as bandas podem ver quais lugares estão abertos a receber artistas – e pagando para eles.

"É como se fosse o 'Pokémon GO'. A marca joga o cachê na rua e a banda pode pegar o cachê", comparou Marcelo Beraldo.

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Para ele, a criação da plataforma ter sido no Brasil não é uma coincidência: a crise econômica está afetando muito quem trabalha com músico. "Pelo fato de estar tudo mais difícil para o músico e para o produtor, o pessoal está se reinventando e conseguindo coisas interessantes para não morrer de fome", disse. "Essa plataforma não está nascendo no Brasil à toa. Foi moldada a ferro e fogo", afirmou o empresário.

O aplicativo GIG estará disponível para os sistemas Android e iOS e será apresentado oficialmente em palestra na SIM São Paulo neste sábado (10), no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista. O evento é aberto para todos que têm a Pro-Badge do festival.

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