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Caixa com 200 CDs da obra de Mozart teve apenas 6.250 unidades vendidas, o suficiente para que a venda dos CDs batesse Drake, Rihanna e Beyoncé

O artista dono do álbum mais vendido de 2016 jamais poderá comemorar a conquista – na verdade, ele já morreu há mais de dois séculos. Quem ficou com o primeiro lugar de vendas de CDs, segundo a revista americana Billboard , foi o compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart com um box comemorativo que abarcou seu trabalho completo em 200 CDs. 

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Mozart conquista posto de CD mais vendido do ano em 2016 e deixa astros do pop para trás no ranking
Reprodução
Mozart conquista posto de CD mais vendido do ano em 2016 e deixa astros do pop para trás no ranking


O mais vendido?

O box especial com a obra para lá de completa de Mozart vendeu 1,25 milhões de CDs – batendo qualquer outro artista esse ano. Mas a história não é bem assim.

Para chegar nesse número, a Billboard   contabilizou cada CD unitário do boxcomo uma venda. Estima-se que foram vendidas “apenas” 6.250 caixas, que, cada uma, custa US$ 479,98, aproximadamente R$ 1.650,00. Para calcular o número final, o veículo considerou as mais de 6 mil unidades do box multiplicadas pelos 200 CDs dentro da embalagem.

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A coletânea que homenageia os 225 anos da morte do compositor contém meros 200 CDs – que contém absolutamente todos os trabalhos de um dos maiores nomes da música de todos os tempos, inclusive alguns que são motivos de controvérsias –, interpretados por 600 solistas de reconhecimento internacional, 60 orquestras, e tem, quando executado, 240 horas de áudio de pura música. O especial ainda traz outros adicionais, como livros e uma carta do compositor para seu pai.

“É maravilhoso ver a reação ao box, que é fruto de anos de estudos, planejamentos e curadoria” disse Paul Moseley, da Universal Music Group. O trabalho foi uma parceria entre a Decca, Deutsche Grammophon e a fundação Salzburg Mozarteum.

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A caixa comemorativa dos 225 anos da morte de Mozart foi lançada oficialmente no final de agosto e contém todos as composições já feitas pelo gênio da música clássica, incluindo uma gravação de uma composição “perdida” que tem menos de um minuto e meio e foi uma colaboração de Mozart com Antonio Salieri.

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