Tamanho do texto

O cinema nacional também marcou presenta na Comic Con e a produtora O2 filmes falou sobre "Sepultura", "A Repartição do Tempo" e "Comeback"

A produtora O2 filmes leva ao CCXP novidades sobre filmes
Vêronica Maluf/iG
A produtora O2 filmes leva ao CCXP novidades sobre filmes


O cinema nacional não poderia deixar de marcar presença na terceira edição da CCXP , por isso, a produtora O2 filmes trouxe com exclusividade novidades sobre os filmes “ A Repartição do Tempo ”, “ Comeback ” e o documentário da banda “ Sepultura ”. Para apresentar as produções ninguém melhor do que o elencos - com destaque para a participação de Dedé Santana e Andreas Kisser - e os próprios diretores dos filme que abriram para o público tudo que esteve por trás desses novos títulos.

Leia mais: David Wenham fala sobre novos projetos na CCXP

A Repertição do Tempo


“A Repartição do Tempo” opera com uma mistura inusitada no meio cinematográfico brasileiro: o diretor Santiago Dellape decidiu unir ficção científica à comédia para criar um filme que dialóga com a realidade da burocracia que já é marca registrada das organizações de poder brasileiros. Nele um cientista cria uma máquina do tempo e, quando a tecnologia cai nas mãos de um funcionário público, ele decide duplicar a equipe de sua repartição - e é daí que surge o trocadilho do título - para aumentar sua produção.

Logo que o elenco foi convocado à subir no palco, a plateia começou a ovacionar o eterno trapalhão Dedé Santana, um dos integrantes do filme que chega aos cinemas em 2017. “Vocês  não tem ideia de importância que têm na minha vida”, agradeceu Dedé emocionado. “[O diretor] teve a coragem de me dar essa oportunidade e abrir as portas do cinema para mim. Vivemos em uma realidade em que pessoas com 70 anos são jogadas no lixo e, eu, com 80 anos estou aqui participando de vários filmes” comentou o humorista. Em “Repartição do Tempo ele irá atuar ao lado de sua filha, Yasmin Santana, e Bianca Muller - e ambas participarem do painel da produtora.

Leia mais: CCXP 2016 exibe material exclusivo de “Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”

E, além do trailer, o público presente no auditório foi surpreendido com uma cópia da história em quadrinhos que dá o tom do filme, que mescla a linguagem cinematográfica com a das HQs. “É um filme muito diferente de todas as produções do cinema brasileiro” comenta Bianca Muller.

O diretor Santiago Dellape ainda comentou sobre o processo de produção e completou “Acho que temos um cenário muito propício, muito favorável para o cinema nacional”.

“Comeback”

“Comeback” é uma das novidades no CCXP
Verônica Maluf
“Comeback” é uma das novidades no CCXP


Vencedor do prêmio de melhor ator no Festival do Rio pela interpretação de Nelson Xavier, “Comeback” explora uma parte do Brasil pouco prestigiada pela sétima arte. No trailer - lançado em primeiro mão na CCXP - já é possível sentir a atmosfera de “velho oeste” com um toque de humor que o filme terá. Assim como os outros, a equipe produtiva do filme também esteve presente para apresentar a proposta da obra que, desde que estreou o circuito de festival, encantou o público estrangeiro e agradou a crítica.


Sepultura

A banda
Verônica Maluf
A banda "Sepultura" falou sobre documentário na Comic Con


Para encerrar o painel da O2 filmes com chave de ouro, a banda de heavy metal Sepultura foi convidada para entrar no palco - ao lado de Otavio Juliano, diretor do documentário, e Luciana Ferraz, produtora executiva, - e apresentar o trailer da produção que levou sete anos para ser concluida e mostra a trajetória de uma das bandas nacionais mais respeitadas no cenário do rock mundial. A banda foi aplaudida de pé pela plateia que gritava “Sepultura”. Andreas Kisser, guitarrista desde a criação do grupo há 32 anos, agradeceu o apoio dos fãs que vieram prestigiá-lo.

Leia mais: CCXP começa com reclamações e elogios e mexe com o orgulho nerd do brasileiro

O documentário teve mais de 1000 horas de filmagens, acompanhou de perto sua turnê mundial e registrou a gravação de dois álbuns. Luciana Ferraz comenta que “queríamos que os fãs se sentissem perto da viagem, como se fossem parte da banda”. “A gente nem sentia mais a presença da câmera” disse Andreas Kisser.

O objetivo do filme não era de “respeitar o passado” da banda, como dito pelo guitarrista. “O filme mostra a nossa reconstrução. Perdemos toda nossa estrutura em certo momento. [...] esse filme está aqui para mostrar porque, depois de 32, o Sepultura está aqui” encerra ele. Sua fala foi seguida por gritos e muita comemoração da plateia - que, há sete anos, aguarda pela produção da O2 filmes que mostra o outro lado de uma das maiores bandas do mundo.