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Estúdio falou grosso ao exibir conteúdo inédito de "Guardiões da Galáxia 2" e deve ajudar a consolidar evento no Brasil no mapa da cultura pop mundial

Pode até não ser um ditado, mas certamente é um chavão. Marvel é Marvel e o painel do estúdio na Comic Com brasileira confirmou o que toda a cultura pop parece já saber. A casa das ideias é a maioral no mundo do entretenimento atualmente. Além de trazer James Gunn, diretor de “Guardiões da Galáxia: Volume 2”, o painel exibiu um longo clipe exclusivo editado pelo próprio Gunn especialmente para a CCXP e uma cena inteira do filme. Além da premiere mundial de um teaser trailer que será exibido mais tarde no intervalo de um jogo da NFL.

James Gunn no painel da Marvel
Reinaldo Glioche/iG São Paulo
James Gunn no painel da Marvel

Disney e Marvel mostraram neste sábado que veem a CCXP como uma grande feira da cultura pop. Esse é o saldo a se tirar do material apresentado pelas empresas por aqui. “Vocês são assim mesmo com todos os americanos que vêm aqui?”, perguntou um incrédulo James Gunn diante de uma ensandecida e barulhenta multidão que esperou horas para entrar no auditório Cinemark. “Essa é definitivamente minha Comic Com favorita de todos os tempos.”

James Gunn estava visivelmente empolgado e o material que apresentou condizia com essa empolgação: “Posso dizer que estou amando o Brasil”. “O cara mitou ao trazer um conteúdo editado por ele mesmo para cá”, disse na saída do painel o estudante Matheus Rocha. A verdade é que o painel da Marvel, todo ele dedicado a “Guardiões”, foi o que mais mexeu com o emocional do público. Os gritos pareciam superar o encontro de uma seita com uma fanática torcida de futebol e Gunn reagia a essa vibração com o dobro de energia.

“O Rocket, o guaxinim dublado por Bradley Cooper, é sobre mim. Eu me identifico com ele. Ele é um outsider. ‘Guardiões da Galáxia’ é obra sobre excluídos; por isso é tão especial fazer esse filme e receber essa resposta”, afirmou o cineasta que disse não estar receoso com a expectativa despertada pela sequência que chega em 4 de maio de 2017. “É menos assustador vir com um filme que as pessoas já amam os personagens”, observou ao comparar com o sentimento prévio ao lançamento do primeiro filme em 2014.

A piada eterna

Érico Borgo, mediador do painel, não resistiu e perguntou sobre a famigerada piada de Jackson Pollock no primeiro filme. “Como você consegue colocar uma piada daquela em um filme da Disney?“, questionou Borgo. Gunn riu e disse que pensou que a Marvel vetaria. Não vetou. Daí pensou que a Disney barraria. A empresa não barrou e foi aí que ele viu que teria toda a liberdade do mundo para fazer “Guardiões” nos seus termos.

“As pessoas dizem que os executivos de cinema são alienados que só pensam em dinheiro, mas dentro de cada pessoa que trabalha em Hollywood tem uma criança que foi ver “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981) e decidiu fazer cinema.”

O diretor falou sobre os personagens de Sylvester Stallone e Kurt Russell, que aparecem no material inédito exibido na CCXP. “Quando criança eu fingia ser Snake Plissken (personagem de Russell em ‘Fuga de Nova Yok’) e John Rambo e agora eu tenho esses caras no meu filme. Isso é sensacional!”

Campeão de fofura

As cenas mostram os guardiões em ação e muitas cenas de ação. O humor fica por conta de Dave Bautista, que vive Drax. “Se ele não ganhar um Oscar no próximo ano eu saberei que há algo muito errado nesse mundo e isso não é uma piada”, garantiu Gunn. Apesar dos esforços do diretor, ninguém foi mais festejado do que o Baby Groot. E acreditem: 2017 vai ser todo dele!

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