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Grupo mineiro comemora aniversário de disco recheado de hits: "Foi um momento mágico para nós", diz Haroldo Ferretti, baterista da banda

É improvável que exista um brasileiro que jamais tenha ouvido (ou cantado) “Garota Nacional” ou “É Uma Partida de Futebol”. Ambos hits do Skank são do álbum "Samba Poconé", que acaba de completar 20 anos. Em comemoração às duas décadas de seu terceiro trabalho de estúdio, a banda decidiu fazer neste sábado (26) um show especial para celebrar um dos maiores discos de sua carreira. 

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Skank comemora aniversário de 20 anos de seu terceiro álbum,
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Skank comemora aniversário de 20 anos de seu terceiro álbum, "Samba Poconé", com turnê



“Está sendo uma experiência muito legal. Das oito músicas que escolhemos, cinco nunca tocamos ao vivo. É como se fossem composições novas pra gente. Voltamos para o estúdio para ouvi-las, nós mesmos não lembrávamos dos detalhes dela”, disse o baterista Haroldo Ferretti em entrevista ao iG . “O Skank é uma das poucas bandas dessa geração que durou tanto, então, mesmo sendo uma novidade, o público sente aquele gostinho de nostalgia. Para nós é um privilégio ainda estar de pé e poder reviver esse momento incrível", continuou.

Há cerca de 25 ano, a banda começou na garagem da casa dos pais do músico e desde então mantém o título de uma das bandas brasileiras de maior reconhecimento – tanto nacional quanto internacional. Foi justamente com o álbum “ Samba Poconé ” que o grupo conheceu o sucesso para além das nossas fronteiras.

Para coroar o aniversário, a banda irá lançar uma edição comemorativa tripla do álbum: o primeiro disco será idêntico ao original, para os fãs poderem relembrar a década 1990, o segundo são demos e outras gravações pertencentes ao arquivo pessoal de Haroldo Ferretti, e o último são remixes dos maiores hits do CD.

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Viagem no tempo

“Ao longo dos anos fui guardando muitas coisas de nossa carreira. Acho que tenho um ‘quê’ de acumulador”, brincou o músico, que abriu seu acervo pessoal para lançar esses materiais inéditos. “Eu tinha muito material em áudio e vídeo. Nessa época que o Skank compôs esse álbum, eu era o cara que apertava o play e o rec e ainda tocava bateria ao mesmo tempo”, relembrou.

Para a reedição de “Samba Poconé”, o próprio músico foi atrás de encontrar os melhores materiais. “Fui peneirando tudo até achar o que prestasse. Foi muito legal fazer isso. Quando escutei novamente esse material pude relembrar um momento de nossa carreira”, explicou.

A oportunidade de trazer o álbum à tona novamente trouxe várias memórias de volta, como, para ele, um momento inesquecível quando foram apresentar o trabalho na gravadora. "O diretor falou ‘já está tudo pronto, o álbum está pronto, só falta imprimir!’”, lembrou.

O terceiro trabalho em estúdio da banda foi o responsável para levá-los, inclusive, para a fama internacional: explodiam convites para shows, eventos e festivais em outros países. “Naquele momento, o Brasil estava vivendo uma ‘Skankmania’, ficar por aqui virou coisa louco", recordou. "Aquilo era tudo que sempre quisemos, mas não aguentaríamos a pressão”, desabafou.

Para ele, a solução nessa fase foi investir nas apresentações fora do País. “A gente sentiu aquele gostinho de recomeço, sem a overdose de assédio. Deu um alívio para renovar a carreira”. Mesmo fora do Brasil, “ Garota Nacional ” acabou virando febre em vários lugares do mundo. Mão importava onde tocassem, o público sempre acompanhava cantando junto. “Foi um momento mágico para nós. É muito difícil imaginar que conseguimos tudo isso antes da era da internet”, comparou.


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Relação de irmandade

Haroldo Ferreti é o baterista da banda Skank há 25 anos e relembra sucesso de
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Haroldo Ferreti é o baterista da banda Skank há 25 anos e relembra sucesso de "Samba Poconé"

Para Haroldo, não há segredo para o sucesso da banda, mas a relação entre os integrantes do grupo – formado por Samuel Rosa , Henrique Portugal e Lelo Zaneti – sempre foi um diferencial que os manteve unidos durante todo esse tempo. “Em 25 anos de carreira, temos muita história juntos pra contar. Temos um vínculo de irmandade mesmo. Já passamos por momentos bons e ruins, mas sempre juntos. No final, nos sobram somente as boas histórias. O que nos motivo é a vontade de permanecermos juntos”, contou ele, em tom nostálgico.

Além da ligação profunda que os músicos têm entre si, o estilo musical deles também contribuiu muito para que chegarem até aqui. “Poderíamos imitar as fórmulas das músicas antigas, mas nosso álbum seguinte era sempre o contrário do anterior. Ousamos muito musicalmente em nossos trabalhos”, disse Ferretti sobre estarem constantemente se atualizando. "O que nos seduz a entrar no estúdio é essa vontade de sempre fazer um disco diferente do outro”, confessou.

Shows especiais

Agora, a banda está tendo a oportunidade de celebrar com seus fãs esse marco de sua carreira – o aniversário de 20 anos “Samba Poconé”, álbum que vendeu quase dois milhões de cópias quando foi lançado. “É um trabalho que tem uma importância muito grande para nós. Tocar essas músicas é um dos momentos mais bacanas do show”, contou. “Esses shows estão sendo muito festivos. Quando começamos as músicas do “Poconé”, a galera para mesmo para ouvir e observar. Temos um público que ouviu muito essas canções na década de 1990 e agora parou para prestar atenção na execução delas, para ter essa lembrança da época”, disse.

Skank em São Paulo
Show comemorativo dos 20 anos de "Samba Poconé"
Quando: sábado, 26 de novembro, a partir das 22h
Onde: Audio (Av. Francisco Matarazzo, 694 – Água Branca)
Quanto: de R$ 60 a R$ 250