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Série retoma grandes temas e afere profundidade a eles, característica que marcou anos iniciais, mas irregularidade narrativa ainda preocupa

É claro que “The Walking Dead” não é nenhuma unanimidade. Mas no curso das últimas temporadas da série que é o maior hit da televisão mundial na atualidade, muita gente começou a questionar os rumos estabelecidos pelo showrunner do programa, Robert Kirkman . A sétima temporada começou sob grande expectativa com a iminência da revelação da identidade da vítima de Negan (Jeffrey Dean Morgan) e, depois de uma movimentada e tensa season premiere, desacelerou.

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A sombra de Negan em episódio do sétimo ano de
Reprodução
A sombra de Negan em episódio do sétimo ano de "The Walking Dead"

 Um dos nortes atuais de “The Walking Dead” é expandir o universo da série. Além dos Saviors, trupe comanda por Negan, e da comunidade de Hilltop, liderada por Gregory (Xander Berkeley), conhecemos o Reino, comunidade que tem na figura de Ezekiel (Khary Payton), um líder tanto concreto quanto espiritual.

A exemplo de outras temporadas, “The Walking Dead” não tem pressa para desenhar as circunstâncias, mas especialmente neste ano, esse recursos tem colaborado para a irregularidade narrativa do programa. Quando Negan está em cena, algo que aconteceu nos episódios 1,3 e 4, temos uma combustão acontecendo na tela. Os diálogos são enérgicos, dotados de ironia e cinismo e os roteiros investem no terror psicológico. Quando ele não está em cena, a série parece empalidecer.

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Isso tudo porque desde que passou a ser conduzido por Kirkman, o programa aposta em fórmulas e arcos das HQs, eventualmente modificados, e não nos personagens como carro-chefe da história. Uma alternância de estratégia narrativa que gerou gargalos, para muitos imperdoáveis, nas duas últimas temporadas.

Um desolado Rick em cena da 7ª temporada de
Divulgação
Um desolado Rick em cena da 7ª temporada de "The Walking Dead"

Ainda que desequilibrado, o sétimo ano do show parece mais bem estruturado. Há temas claros sendo desenvolvidos em cada episódio e um tema maior, do tipo que a série ostentava em seu início, sendo alinhavado no curso da temporada. A humanidade, em todo o seu caos e complexidade, parece voltar ao eixo central do programa. Para isso, o peso de Negan sobre o grupo comandado por Rick (Andrew Lincoln), e sobre este em particular, será providencial para que o programa volte a suscitar confiança e elogios mais fidedignos.

Tudo Sobre The Walking Dead

Veja o teaser do sexto episódio da sétima temporada


Dois dos personagens mais queridos dos fãs, Rick e Daryl (Norman Reedus), estão expostos a grandes desarranjos emocionais na fase atual e isso pode ser muito benéfico para o futuro do programa, que já teve a oitava temporada confirmada.  “The Walking Dead” se flagra entre a excelência dos primeiros anos, que impulsionaram o hype, e o descalabro das duas últimas temporadas. Pode até não parecer, com base nos vistosos números de audiência, mas a série vive um momento decisivo e há tanto razões para otimismo como para pessimismo.

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