Tamanho do texto

A playlist, que está disponível no Spotify, foi mudada durante todo o mês de outubro, somando 50 músicas de diversos artistas contra Trump

As eleições de 2016 para a presidência dos Estados Unidos terminara na noite desta terça-feira (08, com a vitória do republicano Donald Trump . Acirrada, a disputa levantou diversos debates ao redor do mundo devido às posições controversas do candidato, o que motivou celebridades norte-americanas a se mobilizarem politicamente, seja apoiando abertamente a candidatura da democrata Hilary Clinton ou se posicionando de forma resistente contra o republicano.

Leia mais: Famosos do Brasil e do mundo repercutem vitória de Donald Trump

O projeto reuniu 50 músicas de protesto contra o próximo presidente dos EUA, Donald Trump
Reprodução
O projeto reuniu 50 músicas de protesto contra o próximo presidente dos EUA, Donald Trump



No mundo da música, algumas artistas como Beyoncé, Madonna e Katy Perry chegaram até mesmo a realizar shows em prol de Clinton. Entretanto, o projeto do romancista Dave Eggers com o empresário Jordan Kurland, intitulado inicialmente como “30 days, 30 songs” (30 dias, 30 músicas, em tradução livre), foi uma das maiores mobilizações dos artistas na campanha contra Trump. A ideia partiu do escritor, quando, em Sacramento, ouviu a música Tiny Dancer de Elton John ser tocada durante o comício de Donald Trump .

Desde o início de outubro, diversas bandas contribuíram com uma música para o projeto, o que resultou na mudança do nome para “30 days, 50 songs” (30 dias, 50 músicas, em tradução livre). A primeira música a ser vinculada no projeto foi a do Death Cab For Cutie, intitulada Million Dollar Loan . O trabalho foi baseado em uma história da juventude privilegiada de Trump. Durante uma sessão de perguntas no Today Show , o candidato afirmou que seu pai concedeu a ele um pequeno empréstimo de US$ 1 milhão, valor que teve que devolver quando chegou em Manhattan.

Leia mais: Hillary ou Trump? Veja para onde vai o apoio dos famosos nas eleições americanas

Outros artistas como Franz Ferdinand, Moby, R.E.M, Jim James (My Morning Jacket) Jimmy Eat The World, Laura Gibson & Dave Depper e Sam Cohen contribuíram para o projeto com músicas inéditas. Ouça a playlist abaixo:


Leia mais: Artistas se manifestam contra Trump em festival de música

90 days, 90 reasons (90 dias, 90 razões)

Já não é a primeira vez que Dave Eggers e Jordan Kurland se engajam no cenário político dos Estados Unidos. Em 2012, a dupla criou o projeto “90 days, 90 reasons” (90 dias, 90 razões), cujo objetivo era encorajar a população a reeleger o democrata Barack Obama. Durante 90 dias, músicos, políticos, artistas, escritores, atores e ativistas escreveram um texto sobre motivos que teriam para reeleger o então presidente do país. Nomes como Jack Johnson, Bem Stiller, Steve Aoki, Anne Hathaway e Elizabeth Gilbert participaram do projeto.

Trump e os conflitos musicais

A escolha da trilha sonora da campanha de Trump não foi fácil. Sem autorização dos autores, o candidato levou músicas famosas para os seus comícios e desagradou diversos artistas. Jump Around , do House Of Pain, Rockin' In The Free World do canadense Neil Young, It's the End of the World As We Know It , do R.E.M, Rolling In the Deep da britânica Adele e We’re the Champions do Queen foram algumas das músicas utilizadas pelo candidato que tiveram que ser descartadas da playlist. O vocalista do R.E.M foi um dos que soltaram a voz nas redes sociais demonstrando o seu desprezo pelo candidato através da conta do Twitter do baixista da banda: “homenzinhos tristes, carentes de atenção e ávidos de poder. Não usem nossa música ou minha voz para a farsa estúpida que são suas campanhas”, escreveu.

Leia mais: Robert De Niro detona Donald Trump: "Eu gostaria de socá-lo no rosto"