Tamanho do texto

Muitos filmes tentaram imaginar como seria a tecnologia do século XXI, mas poucos deles acertaram – até porque ainda não temos carros voadores

Desde o começo da história da humanidade, os seres humanos projetavam como seria a tecnologia no futuro: carros voando, teletransporte, viagens no tempo e máquinas que realizassem todo o tipo de atividade imaginável. Como qualquer sentimento, essas percepções também foram representadas na arte e transformadas em filme . Obras que, de certa forma, tentaram prever como o mundo estaria funcionando nesse futuro tão distante.

Leia mais: Afinal, as distopias tecnológicas de "Black Mirror" podem virar realidade?

Ainda hoje fazemos isso. Um exemplo é "Black Mirror", série de ficção científica cuja terceira temporada estreou na Netflix nessa sexta-feira (21). Entretanto, para muitos, o nosso presente é o futuro. Com a virada do século, muita coisa se concretizou – e outras não. Mas, afinal, como a ficção enxergava o novo presente? Veja cinco filmes que tentaram descobrir as tecnologias que nós teríamos hoje em dia:

"Viagem à Lua" (1902)

Reprodução
"Viagem à Lua" é o mais antigo filme de ficção cinetífica

O filme francês do início do século passado foi provavelmente o primeiro filme de ficção científica do mundo e o primeiro a tratar sobre aqueles que podem ou não estar entre a gente: os alienígenas. O enredo contava a história de um grupo de cinco astrônomos que viajam à Lua através de um canhão e, chegando lá, eram capturados por seres hostis tendo que fugir e voltar para a Terra. O homem de fato pisou os pés na Lua, mas só 67 anos depois do filme. Entretanto, ao chegarem lá, não encontraram seres estranhos – pelo menos até onde sabemos.

"2001: Uma odisseia no espaço" (1968)

O filme de Stanley Kubrick rendeu diversos prêmios na Academia
Reprodução
O filme de Stanley Kubrick rendeu diversos prêmios na Academia


De Stanley Kubrick, “2001: uma odisseia no espaço” conta uma história complexa, dividida em quatro grandes seções, sendo a principal a de uma expedição que vai até Júpiter para investigar um misterioso monólito. Entretanto, durante a viagem, a nave entra em pane e o computador que a controla tenta assumir reassumir o controle da nave eliminando um tripulante. O filme apostou que no futuro os computadores falariam várias línguas, que poderíamos conversar por videoconferência e até mesmo que haveria reconhecimento facial por parte dos computadores. Não é que eles acertaram como seria o nosso presente?

"De Volta para o Futuro 2" (1989)

O filme mostra o nosso presente mais próximo: o ano de 2015
Reprodução
O filme mostra o nosso presente mais próximo: o ano de 2015


Continuação da trilogia, o protagonista Marty acaba entrando na máquina do tempo e se aventurando em 2015. Lá, ele se via casado com a namorada Jennifer e com um filho, com quem teria problemas mais tarde. O filme previu algumas coisas que se concretizaram também: como os óculos de vídeo, câmeras digitais superfinas, monitores com tela plana gigantes, videoconferências e até mesmo controles por movimentos! Entretanto, os carros que voam e drones que passeiam com cachorros ainda não chegaram por aqui.

Leia mais: Sete razões para “Perdido em Marte” ganhar o Oscar de melhor filme

"Exterminador do Futuro" (1985)          

Arnold Schwarzenegger é o protagonista do filme
Reprodução
Arnold Schwarzenegger é o protagonista do filme

Em um futuro cheio de conflitos, o filme conta a história de um ciborgue com inteligência artificial que é enviado para o passado com o intuito de mudar o percurso da história da humanidade e, consequentemente, o presente. No meio de tanta confusão, o filme coloca em evidência uma previsão: os drones. Naquela época, aviões robóticos eram coisa de ficção científica, mas hoje, eles já são realidade – inclusive em conflitos ao redor do mundo. O filme fez tanto sucesso que originou uma franquia, possuindo até mesmo uma série sobre Sarah Connor e seu filho John Connor depois dos eventos do segundo filme, “O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final” no canal FOX, entre os anos de 2008 e 2009.

Robocop (1987)

O filme de 1987 é uma ação que envolve muita conspiração política
Reprodução
O filme de 1987 é uma ação que envolve muita conspiração política

A cidade de Detroit corroída pelo crime e problemas financeiros é o cenário do filme de Paul Verhoeven. Para subtrair este cenário, o presidente da câmara da cidade assina um acordo com uma megacorporação, dando-lhes o controle das forças policiais arruinadas e tornando a cidade um lugar gerido pela corporação. Diante disto, os agentes decidem criar um policial metade homem, metade máquina e que esteja a serviço da justiça. Apesar de já termos máquinas que auxiliam a sobrevivência de algumas pessoas, como os corações artificiais, ainda estamos longe de um dia que robôs substituirão os seres humanos.

Leia mais: Dez sequências que você não sabia que já estão em produção

    Notícias Recomendadas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.