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Transformações nos bairros do Rio podem ser vistas no Museu do Amanhã até 5 de fevereiro, trazendo as mudanças ocorridas nas zonas da cidade

A exposição "Rolé pelo Rio Hackeado", sobre a capacidade de as pessoas poderem mudar a cidade onde vivem, pode ser vista até 5 de fevereiro no Museu do Amanhã, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro, com a proposta de dar chance às pessoas de "falar, debater, criar coisas novas", segundo a diretora do Laboratório de Atividades do Amanhã do museu, Marcela Sabino.

Museu do Amanhã recebe visitantes
Tomaz Silva/ABr
Museu do Amanhã recebe visitantes




Ela conta  que o Museu do Amanhã importou, para essa exposição, a ideia do hackeamento da cultura digital dos Estados Unidos, que, no início desse processo, nos anos de 1950, tinha como objetivo melhorar o código digital e torná-lo mais elegante. "O que estamos querendo dizer com essa exposição é que as pessoas também podem hackear a cidade, entender a cidade como um sistema e podem modificá-la". 

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Por meio de projetos interativos, os visitantes poderão apreciar as transformações, ou hackeamentos, ocorridos em vários bairros do Rio de Janeiro. Na Urca, na Zona Sul, por exemplo, mostra-se a mureta que acabou virando um ponto de encontro das pessoas nos fins de semana. Ou o viaduto de Madureira, na Zona Norte, que se transformou no maior baile charme do Brasil.

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Na mostra, estão expostos vários hackeamentos que já acontecem na cidade, no dia a dia, traduzidos pelas orquídeas colocadas em árvores nas ruas, até ações como limpeza de praças, pintura de muros.

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Outra prática já adotada em todo o mundo e que está incluída na exposição são as hortas urbanas, que aproveitam espaços vazios das cidades "e deram vida a esses espaços e podem criar novas economias”, segundo Marcela Sabino . Nesse caso, o exemplo citado foi a horta urbana criada no Lixão do Vidigal, em São Conrado, zona sul do Rio, que se transformou em um centro de lazer naquela comunidade carioca.

A ideia é levar os visitantes do Museu do Amanhã a analisar o que as incomoda na cidade e, ao mesmo tempo, incentivá-las a perceber como podem contribuir para melhorar isso, para  "cada vez mais incentivar os moradores a contribuir para a mudança da cidade para melhor", diz a diretora, acreditando que muitas experiências acabam sendo incorporadas pela administração municipal, em algum momento, fazendo com que os moradores da cidade sejam também agentes de transformação a partir da adoção de ações sustentáveis.

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