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Uma década depois de lançar seu álbum de estreia, banda carioca volta com disco que mistura influências: "Não temos um estilo definido", diz vocalista

Já se passou uma década desde que o Medulla lançou seu álbum de estreia, "O Fim da Trégua", e juntou uma legião de fãs em todo o País. Dez anos depois, a banda volta com seu segundo disco, "Deus e o Átomo", com um som mudado e compreendendo melhor sua própria natureza.

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A banda carioca Medulla lançou o disco
Divulgação/Felipe Vieira
A banda carioca Medulla lançou o disco "Deus e o Átomo" dez anos depois de seu álbum de estreia

"Conseguimos entender que não somos uma banda estereotipada, que não temos um estilo definido", explicou o vocalista do Medulla, Raony, em entrevista ao iG. "Não somos um padrão", definiu o cantor.

Misturando rap, rock e até folk, o segundo disco do grupo carioca é um retrato mais fiel da evolução da banda desde 2006, acompanhada de perto pelos fãs através de uma série de EPs lançados ao longo da década e que ganharam uma coletânea, "MVMT", no ano passado.

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"A mistura é uma faceta da gente", explicou Raony sobre a salada de influências. "Nós queríamos um trabalho mais segmentado, mas o Medulla não permite isso", disse o vocalista sobre "Deus e o Átomo".

Em constante mudança

Apesar de admitir que o novo trabalho mostra um retrato da banda, Raony acredita que o som do segundo disco não é o que vai definir o Medulla daqui para frente. "Não vamos ser uma coisa só, vamos mudar sempre e se transformar com o tempo", reconheceu.

Para ele, o tempo já foi responsável por uma grande mudança no som da banda entre o primeiro e o segundo disco. "O primeiro álbum aconteceu há 10 anos, nós éramos adolescentes", lembrou. "Colocamos a experiência da estrada nesse segundo, foi mais maduro", explciou o cantor.

Junto com a experiência, "Deus e o Átomo" também se aproveitou de um tempo maior para ser produzido. "O disco foi trabalhado por mais de um ano", contou o vocalista, explicando que a banda passou muito tempo pesquisando referências como Raury, Twelve'len e "...And Then You Shoot Your Cousin", o trabalho mais recente do The Roots. "Conseguimos usar o hip hop dentro do conceito de uma banda de rock de uma maneira mais moderna", garantiu.

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Também vieram no pacote os amigos que a banda colecionou ao longo dos anos. Em "Deus e o Átomo", o músico Toledo, do Supercombo, faz as vezes de produtor, enquanto nomes como Marcelo D2 e Helena d'Troia fazem participações especiais.

Os convidados deverão estar no show de lançamento do novo disco do Medulla, que acontece no Clash Club, em São Paulo, no dia 29 de outubro. "É todo mundo amigo, vamos tentar levar o máximo de participações especiais", garantiu Raony.

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