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Premiado no Risadaria e destaque no "Pânico na Band", Maurício Meirelles fica um mês em cartaz com stand up que mescla interação com redes sociais

Mauricio Meirelles estreia nesta quinta-feira (13) temporada do espetáculo solo “Perdendo Amigos”, no Teatro das Artes, no Shopping Eldorado, em São Paulo. Até 3 de novembro, sempre às quintas, ele aborda temas polêmicos como religião, maus tratos aos animais, casamento gay, corrupção, cotidiano e outros assuntos.

Mauricio Meirelles
Edu Moraes/Divulgação
Mauricio Meirelles


O show foi assistido por mais de 100 mil pessoas em 2016 e eleito o melhor do Brasil na categoria Stand up Comedy no Grande Prêmio Risadaria deste ano. A fórmula reúne textos inéditos, piadas fortes e atuais, plágios musicais e, ainda, a apresentação do "Webbullying" - quadro que bomba no canal oficial do humorista no YouTube (que tem mais de 1,5 milhões de inscritos). Nesse momento do espetáculo, Mauricio Meirelles chama um espectador da plateia e toma conta do seu perfil no Facebook, passando a interagir com outras pessoas na rede social como se fosse o titular da conta – o mesmo que faz no "Pânico na Band".

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“Essa temporada do 'Perdendo Amigos' está muito interativa. Faço Snapchat no meio do show, abro o WhatsApp, além de uma nova dinâmica no momento da escolha do participante do Webbullying, que eu adoro: faço entrevistas com as pessoas que querem participar com muito improviso, afirma Meirelles.

Em entrevista recente à coluna "Na TV", ele falou sobre o sucesso após a extinção do "CQC", no qual ficou conhecido do grande público. "Eu era publicitário e larguei tudo para fazer stand-up numa época que nem pensei que poderia ser alguma coisa grande. Talvez não signifique muito ganhar prêmios de stand-up (o Risadaria 2016), mas pra mim foi um marco na minha vida. Mostrou que o que acreditei virou um negócio grande, e as pessoas querem conhecer meu trabalho", vibra.

Maurício Meirelles também comentou o patrulhamento que o humor sofre. "Acho que o politicamente correto está acabando com o humor, sempre foi assim, na verdade. Mas ao mesmo tempo que tem gente que ama o politicamente correto, tem gente que ama o incorreto e dá mais valor ainda para quem tenta fazer comédia no Brasil. O que não dá é para ir num show de comédia preparado para patrulhar", avalia.

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