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Icônica personagem de Renee Zellweger volta com o mesmo charme e sarcasmo que tanto adoramos e precisa assumir responsabilidades inéditas

Bridget Jones está às voltas com a solteirice novamente
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Bridget Jones está às voltas com a solteirice novamente

 Lá se vão 12 anos desde a última aparição de Bridget Jones nos cinemas e o retorno da personagem, ansiado por fãs desse verdadeiro ícone da cultura pop , não poderia ser mais charmoso e afeito ao histórico da personagem. Em “O Bebê de Bridget Jones ”, que estreia nesta quinta-feira (29) nos cinemas brasileiros, Renee Zellweger volta a encarnar Bridget como se dela não tivesse se apartado.

Nesse terceiro filme , Bridget Jones está novamente às voltas com a solteirice. Só que agora no auge dos seus 40 anos. O que deixa tudo um pouco mais dramático para essa fumante compulsiva em eterna recuperação. Depois de se separar de Mark Darcy (Colin Firth), ela abraçou o trabalho como produtora de um programa jornalístico londrino com todas as suas forças e se flagra sem muito tempo para affairs, até que a carência volta a bater.

Estimulada por uma amiga, ela vai para um festival de rock onde conhece (sem se dar conta) o pop star britânico Ed Sheeran e vai para cama com um completo estranho que calha de ter o corpo e o charme de Patrick Dempsey (que os fãs de “Grey´s Anatomy” vão se lembrar pelo sugestivo apelido de McDreamy).  Ela acaba descobrindo que o rapaz se chama Jack e é o bilionário criador de um site de relacionamentos.

Mas Jack não é o único com quem Bridget passa a noite naquela semana. Ela acaba encontrando o ex, Mark Darcy, em um batizado e a história mal resolvida entre os dois os conduz novamente para cama.

O trio precisa se entender para o bem da gravidez de Bridget Jones
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O trio precisa se entender para o bem da gravidez de Bridget Jones

Com essa sucessão de encontros amorosos acidentais, a diretora Sharon Maguire , a mesma de “O Diário de Bridget Jones” (2001) e a roteirista Helen Fielding , a autora dos livros assinando pela primeira vez um filme da franquia, armam o principal conflito do filme. Bridget está grávida e não faz a menor ideia de quem é o pai. Para além da necessidade de contar a boa nova aos dois, já que não se dispõe a fazer um invasivo exame de paternidade, nossa heroína se descobre com o coração dividido entre o amor do passado e aquele que pode ser o amor do futuro.

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Velhos hábitos

A confusão emocional de Bridget é legítima. Por um lado Mark é o homem que ela sabe ser o certo. Que gosta dela simplesmente e exatamente do jeito que ela é. Mas que é quadrado demais, devotado ao trabalho demais, tenso demais e por aí vai. “O Bebê de Bridget Jones” começa com eles já separados e tentando seguir adiante. É neste contexto que surge Jack. Um típico Don Juan americano em Londres. Bonitão, charmoso, rico e genuinamente preocupado com o bem-estar de Bridget. Além de não ser travadão como Mark. “Darcy é o mais puro inglês e Jack é o mais puro americano e nisso há duas ideias e filosofias opostas que se desafiam. Isso traz uma nova energia e uma nova dinâmica ao filme”, explica Dempsey no vídeo que pode ser conferido abaixo.

O mais legal de “O Bebê de Bridget Jones” é que são oferecidas justificativas para Bridget escolher qualquer um dos dois, o que invariavelmente passa pela torcida dela (e do público) sobre quem, afinal, é o pai de seu bebê.  Bridget Jones está mais perdida do que nunca e este é o melhor dos mundos para nós a reencontrarmos.