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Ariana Grande sai da sombra de grandes intérpretes do soul para andar com as próprias pernas em "Dangerous Woman", um dos melhores discos de 2016

“Querido você não sabe que todas as lágrimas vêm e vão/ querido você só precisa se decidir que tudo ficará bem”. Os versos são de “Be Alright” , a melhor faixa de “Dangerous Woman”, novo disco de Ariana Grande e, em um momento que tanto se fala de feminismo na cultura pop, um atestado de independência e maturidade artística.

Ariana Grande
Divulgação/Billboard
Ariana Grande

Lançado em maio, o disco foi muito bem acolhido pela crítica e selou uma nova fase na carreira da cantora, que inclui até mesmo colaboração com o tenor Andrea Bocelli . O disco, que figurou no topo do iTunes no mês de seu lançamento e se consolidou como um dos mais vendidos do primeiro semestre de 2016, parece ter inspirado Ariana Grande . No último fim de semana, ela postou uma possível música nova no snapchat e deixou os fãs em polvorosa: estaria um disco novo a caminho?

A cantora clicada pelo fotógrafo Jones Crow
Jones Crow
A cantora clicada pelo fotógrafo Jones Crow

Por mais improvável que possa parecer que a estrela siga os passos de Rihanna , que lança um álbum atrás do outro, “Dangerous Woman” é o primeiro trabalho sob a guarda da Universal Music . O selo só tem razões para comemorar. A cantora sempre emplacou hits como “December”, “Problem”, “Love me Harder” e “One Last Time”, mas o novo trabalho, além de uma boa cota de singles – “Into You”, “Focus” e “Greedy”, para citar alguns – tem o mérito de ser algo mais bem estruturado, que sobrevive como um disco com um discurso. A cantora deixa de ser uma versão de Mariah Carey para assumir sua posição na música. O funk, o pop e o R&B seguem como características marcantes da americana de apenas 23 anos, mas é seu talento como compositora que mais impressiona em 2016.

Nicki Minaj, Future, Lil Wayne e Macy Gray, parcerias presentes em “Dangerous Woman”, ajudam a entender para onde a cantora deseja ir. Fazer música sobre relacionamentos pode ser algo bastante eloquente do ponto de vista melódico e é este o rumo que o disco aponta para a americana.

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Surgida para o mundo na esteira de colaborações com artistas como The Weeknd e Iggy Azalea, a americana não necessariamente se beneficiava criativamente dessas parcerias. Este salto qualitativo é a principal referência criativa de “Dangerous Woman” e o fato de estarem surgindo pílulas de possíveis lançamentos em snaps despretensiosos diz muito sobre o quão bem Ariana Grande está se sentindo com sua música.

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