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Quando um time peso pesado de músicos se reúne para a releitura de um dos discos mais importantes da música brasileira, só pode sair coisa boa

Em comemoração aos 40 anos de "África Brasil" , BNegão , Russo Passapusso , Xênia França e Nayra Costa se reuniram para uma releitura poética e energética das canções que eternizaram a transição musical de Jorge Ben Jor.

Russo Passapusso, Nayra Costa, Xênia França, BNegão e Jorge Du Peixe
Reprodução
Russo Passapusso, Nayra Costa, Xênia França, BNegão e Jorge Du Peixe

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 “Para longe da reverência e das facilidades do baile, 'África Brasil 40 anos' aceita a missão de dar um novo olhar sobre a magnífica obra de Jorge Ben, rei do ritmo e da melodia. Samba, rock, samba-rock, soul, funk, africanismos, tudo isso é contemplado neste registro sonoro. Um show para todos os sentidos”, observa Regis Damasceno , diretor musical.

Lançado em LP em 1976, o álbum com 11 músicas marcou a trajetória de Jorge Ben Jor. “Esse acorde inicial de 'Umbabarauma' – música de abertura do disco - é mistério total até hoje. Da onde que o cara tirou aquela maravilha que não parece com nada, mas que é identificável em um segundo”, lembra BNegão.

 Russo Passapusso
reprodução / Intagram
Russo Passapusso

“África Brasil” marca a troca definitiva do vilão acústico pela guitarra elétrica e resulta em uma suingada que mistura a música afro-brasileira com a musica pop negra norte-americana. “Nesse disco aparece muito isso. A coisa da guitarra, da energia, e junto com a guitarra, o grito... rola uma explosão. Quando eu ouvi esse disco pela primeira vez teve um lance de explosão”, conta Russo Passapusso.

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Escolhido pela revista  Rolling Stones como um dos 50 álbuns mais legais do mundo, "África Brasil" também é um símbolo afirmativo da cultura negra e reaviva questões atuais e simbólicas de luta e resistência. Xênia França, que interpreta maravilhosamente a canção "Xica da Silva", lembra da ancestralidade musical da obra: “Há 40 anos um artista desse calibre não teve medo de se apropriar da própria cultura e jogar na cara do povo. É fundamento puro, é ancestralidade”.

Ancestral e para frente “Africa Brasil” é afrofuturista. “Ele não tem essa parada datada. Ele é uma coisa atemporal. Os clássicos tem essa parada, o clássico ele acessa um pedaço energético da situação que é além do normal. Não tem passado, presente e futuro”, disse BNegão.

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 “Essas palavras que o Jorge colocou aí e agora vai passar pelas nossas bocas ele vem com isso, sai do pensamento e entra no sentimento”, finaliza Passapusso.

Serviço

África Brasil - 40 anos
Dia 7 de agosto –18h e 21h, respectivamente
Sesc Pinheiros – Teatro Paulo Autran
Rua Pais Leme, 195 - Pinheiros, São Paulo - SP

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