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Nós conferimos “Esquadrão Suicida” e explicamos o porquê de Heath Ledger se manter no posto de melhor Coringa dos cinemas

Finalmente está chegando a hora de poder conferir "Esquadrão Suicida" nos cinemas! Um dos filmes mais aguardados de 2016 estreia nesta quinta-feira (4) e carrega o peso das expectativas de muita gente nas costas, principalmente pelo núcleo de personagens tão queridos  para quem acompanha as histórias em quadrinhos que reúne diferentes arcos da DC.

Jared Leto encarnou Coringa e pregou peças nos colegas de elenco de
Divulgação
Jared Leto encarnou Coringa e pregou peças nos colegas de elenco de "Esquadrão Suicida"

O iG teve a oportunidade de conferir o filme  de antemão e temos o prazer de informar para quem está aflito: o Esquadrão realmente funciona muito bem em conjunto. Mas vamos direto ao ponto e matar a curiosidade do que tem intrigado a todos desde o anúncio do filme, o novo Coringa .

As comparações entre os vilões vividos por Jack Nicholson em 1989 e por Heath Ledger em 2008 são constantes pelos aspectos distintos entre os personagens. A interpretação de Nicholson é voltada para o palhaço, exaltando muito mais sua loucura e às vezes nos fazendo esquecer de sua humanidade. Já o de Ledger mostra um vilão apoiado na psicopatia. Os fãs da versão de 1989 muitas vezes criticam o de 2008 por pender para crimes bem pensados e esquemas complexos ao invés de ser apenas levado pela loucura. No entanto, Ledger ainda é considerado a melhor versão do Coringa.

Quando entrou um terceiro elemento em cena, muitos esperaram que a história se repetisse e, mais uma vez, o personagem se superasse. É notável que com Jared Leto se buscou um equilíbrio entre os dois aspectos do desequilíbrio psicológico explorados anteriormente: a elaboração de crimes e seu aspecto mais “palhaço”. No entanto, a interpretação do ator parece inconsistente em muitos momentos, principalmente em suas poucas cenas desacompanhado de Arlequina.

Heath Ledger viveu o Coringa no filme aclamado
Reprodução
Heath Ledger viveu o Coringa no filme aclamado "Batman: O Cavaleiro das Trevas", de Christopher Nolan

A principal diferença entre o Coringa de Ledger e o de Leto é que o primeiro era completamente necessário para a narrativa do “Cavaleiro das Trevas”, algo que não acontece com o novo personagem. Após o final do filme, a impressão que temos é a de que nos deixamos levar por um Coringa que teve mais espaço em divulgação do que em tela , sem carisma e que acaba caindo em repetição ao longo do enredo.

Em “Esquadrão Suicida” o personagem é pouco memorável e só se destaca por sua relação com Arlequina, que é outro ponto no qual difere das outras adaptações. Esta é a primeira vez em que a história de amor doentio do casal é mostrada e explicada nos cinemas, e de forma muito consistente, por sinal. E isso faz com que o papel do Coringa no filme seja meramente figurativo e ele só se destaque na companhia da personagem vivida com excelência por Margot Robbie . Mas isso não é nenhum problema, é claro! Afinal, Arlequina é, de fato, a grande dona de “Esquadrão Suicida” e merece todos os holofotes voltados para ela – mas isso já é assunto para outra hora. Continue lendo as impressões do iG sobre o filme ao longo da semana.

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