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DiCaprio fez o papel de Jordan Belfort, um trapaceiro, que fundou a Stratton Oakmont, que serviu como base do filme

Reuters

Um juiz federal ordenou que o ator Leonardo DiCaprio deponha num processo por difamação apresentado por um ex-executivo da Stratton Oakmont sobre a maneira como a qual ele foi supostamente representado no filme de 2013 “O Lobo de Wall Street”, de Martin Scorcese .

Leonardo DiCaprio em cerimônia do Oscar, em Hollywood
Reuters/Lucas Jackson
Leonardo DiCaprio em cerimônia do Oscar, em Hollywood

O juiz norte-americano Steven Locke , de Nova York, afirmou na quinta-feira (16) que DiCaprio deveria se fazer disponível para perguntas, decisão que teve a oposição da Paramount Pictures, da Appian Way Productions, de DiCaprio, entre outros acusados.

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O autor do processo, Andrew Greene , entrou em 2014 com a ação em que pede mais de 50 milhões de dólares, alegando ter sido difamado no filme pela interpretação do ator P. J. Byrne de um personagem com desvios éticos e morais chamado Nicky Koskoff.

A Paramount afirmou que Koskoff foi um “personagem composto” inspirado em vários indivíduos, entre eles Greene.

DiCaprio, de 41 anos, fez o papel de Jordan Belfort , um trapaceiro, que fundou a Stratton Oakmont, cujo livro de memórias de 2007 serviu como base do filme. Greene é um amigo de infância de Belfort.

Ao se opor ao questionamento, os advogados disseram que DiCaprio não escreveu o roteiro, e não havia nenhuma alegação de que ele teve qualquer influência na decisão de incluir ou não o conteúdo supostamente difamatório no filme.

Os advogados de Greene afirmaram que eles já haviam questionado Scorcese e o roteirista Terence Winter , e que ambos testemunharam que eles se encontravam regularmente com DiCaprio para discutir o roteiro.  Louis Petrich , advogado dos acusados, não quis fazer comentários.