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Principal estreia dos cinemas neste fim de semana é a grande aposta do ator escocês para recolocar carreira nos trilhos

Exceto pela falta da crase no título original, “Invasão a Casa Branca” tinha tudo no lugar certo. Um bom protagonista, ação estilo “anos 80”, os vilões certos (a Coréia do Norte preocupava o mundo com a ascensão de Kim Jong-un ) e aquela patriotada que fala ao coração do espectador médio americano.  

Cena do filme
Divulgação
Cena do filme "Invasão a Londres", já em cartaz nos cinemas brasileiros

O “Duro de Matar” de Gerard Butler , como ficou carinhosamente conhecido o filme, rendeu um bom dinheiro nas bilheterias internacionais no pré-verão americano de 2013 e o astro escocês viu nesse sucesso, uma boa oportunidade para uma franquia.

A primeira experiência de Butler como produtor foi com “Código de Conduta” (2009). Coincidentemente um thriller policial com muita ação. Mas esta é a primeira sequência em que o ator se envolve também como produtor. Em “Invasão a Londres”, o presidente norte-americano vivido por Aaron Eckhart volta a estar em perigo e o agente do serviço secreto Mike Banning (Butler) volta a pôr tudo em jogo para salvar a vida do comandante em chefe.

A ação, dessa vez, como entrega o título, se passa em Londres e um traficante de armas paquistanês é o vilão. O fundo político volta a ser pano de fundo para a ação em escala grandiloquente, mas o comando desta vez coube ao pouco conhecido cineasta iraniano Babak Najafi , escolha pessoal de Butler, que substitui Antoine Fuqua (“Dia de Treinamento” e “O Atirador”). “Invasão a Londres” é o primeiro longa-metragem de Najafi, egresso da televisão.

O lançamento do filme inspirou até ônibus ingleses nas ruas do Rio e de São Paulo
Divulgação/Diamond Films
O lançamento do filme inspirou até ônibus ingleses nas ruas do Rio e de São Paulo

A movimentação de Butler, que não emplaca um sucesso comercial como protagonista justamente desde “Invasão a Casa Branca”, não é inédita em Hollywood. Cada vez mais, astros e estrelas atuam como produtores para garantir maior controle sobre as produções que estrelam e, também, sobre os rumos de suas carreiras.

Tom Cruise foi um dos pioneiros. Todos os seus filmes distribuídos pela Paramount nos anos 90 e 2000, como os da série “Missão Impossível”, eram produzidos pelo astro. Brad Pitt talvez seja o caso mais bem sucedido. O ator também produz filmes que não estrela, por meio de sua produtora Plan B, como o oscarizado “12 Anos de Escravidão”.

Gerard Butler ainda é um produtor menos experiente do que Pitt e Cruise, mas parece entender que, para um ator que construiu sua carreira na ação – e na comédia romântica – lhe faltava uma franquia para chamar de sua. “Invasão a Londres”, neste contexto, pode ser só o começo.


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