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Banda de Marcelo D2 fechou um dos palcos com críticas a Eduardo Cunha e aos protestos deste domingo (13)

Com o cancelamento do show de Snoop Dogg, coube ao Planet Hemp a tarefa de encerrar o Lollapalooza Brasil 2016 no palco Axe neste domingo (13) – e fez isso com maestria.

O Planet Hemp fez críticas políticas no show no Lollapalooza Brasil 2016
Divulgação
O Planet Hemp fez críticas políticas no show no Lollapalooza Brasil 2016

Aproveitando a data, marcada por protestos contra o governo de Dilma Rousseff em todo o País, o grupo de Marcelo D2 e BNegão fez um show politizado e atacou todos os políticos. "Estão brigando para ver quem vai nos roubar mais", comentou D2 sobre a disputa política.

Com imagens de Dilma, Lula, Fernando Henrique Cardoso e outros políticos no telão, o grupo tocou hits como "Legalize Já" e "Não Compre, Plante". O presidente da Câmara Eduardo Cunha foi alvo de ataques de BNegão em algumas músicas, que também lembrou do assassinato de menores pela polícia do Rio de Janeiro.

O Planet Hemp ainda fez piada sobre o uso de maconha e as músicas sobre o assunto. "O Snoop cancelou, o Bob Marley já morreu, então chamaram a gente", disse Marcelo D2.

Em meio aos ataques políticos e músicas sobre maconha, a banda aproveitou para fazer homenagens. A primeira foi a João Gordo, aniversariante do dia, que subiu ao palco para cantar uma música do Ratos de Porão. Depois, foi a vez de celebrar o cantor Chico Science, que também completaria 50 anos neste domingo.

Mesmo sendo uma adição de última hora, o Planet Hemp celebrou o hardcore, o rap e uma história de décadas. Mais importante, mostrou que as bandas nacionais podem tocar em horários nobres nos grandes festivais.