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Além de todos os clássicos que os britânicos tocam, o show deles vale a pena por muitas outras situações maravilhosas

A turnê dos Rolling Stones pelo Brasil está só na metade, mas já rendeu ótimos momentos aos fãs. Os britânicos, que tocam pela segunda vez em São Paulo neste sábado (27), dão um espetáculo inesquecível em cima do palco – e não só pela música.

Os Rolling Stones seguem em turnê pelo Brasil até esta quinta-feira (3)
Raphael Castello/AgNews
Os Rolling Stones seguem em turnê pelo Brasil até esta quinta-feira (3)

Já na casa dos 70 anos, o quarteto não poupa energia quando encara a multidão e se entrega como se fossem jovens de 20 anos. O destaque, claro, é Mick Jagger : o cantor segue sendo o melhor frontman que a música já viu.

Além dos diversos clássicos que o grupo toca em mais de duas horas de show, os Stones fazem suas apresentações valerem a pena por outros motivos, que vão desde as dancinhas de Mick Jagger ao clima emocionante que a banda provoca no público.

Veja abaixo oito coisas que você não pode perder nos próximos shows dos Rolling Stones no Brasil, em São Paulo neste sábado e em Porto Alegre nesta quarta (2):

Mick Jagger falando português
O vocalista dos Stones já teve um caso com Luciana Gimenez, com quem teve um filho brasileiro, Lucas. Por isso, não é de se estranhar que ele arranhe o português. Mas o esforço do britânico é tanto que ele sabe falar até palavrões e memes. No primeiro show em São Paulo, cantor mandou um ~beijinho no ombro~ para a plateia.

O pique de um senhor de 72 anos
Jagger já não é nenhum garoto, mas sua forma física é invejável: o músico conduz com maestria mais de 2 horas de show e não para um segundo sequer. Ele dança, corre de um lado pro outro e desfila na passarela – tudo isso sem deixar de cantar. Seus companheiros de banda não fazem por menos: Ron Wood e Keith Richards são um pouco mais paradões, mas também dão uns piques pelo palco e ainda tocam fumando cigarro.

O guarda-roupas de Mick Jagger
Mick Jagger não é nenhuma diva pop, mas troca de roupa com a mesma frequência de Madonna, Lady Gaga e Beyoncé. Durante o show, o cantor usa quatro ou cinco modelitos diferentes, mas sem esquecer da tradicional camiseta preta colada. O destaque é uma capa luxuosa cheia de plumas vermelhas e pretas que ele usa em "Sympathy for the Devil".

Os tênis de Ron Wood
O guitarrista também chama atenção por seu modelito. O tênis que ele usou em São Paulo na última quarta-feira (24) era vermelho, com uma franjinha, e até brilhava no escuro. Depois da estreia em grande estilo, ele deve caprichar nos próximos shows no Brasil.

Os tênis de Ron Wood chamam a atenção no palco dos Stones
Raphael Castello/AgNews
Os tênis de Ron Wood chamam a atenção no palco dos Stones

A interpretação de "Out of Control"
A música não é um dos clássicos dos Stones, mas a interpretação ao vivo de Mick Jagger é um dos pontos altos do show. Lançada no disco "Bridges To Babylon", de 1997, a faixa é uma das mais explosivas do set e deixa o vocalista literalmente fora de controle.

O momento solo de Keith Richards
No meio do show, Mick Jagger abandona o palco e Keith Richards comanda o espetáculo. O guitarrista assume os vocais e canta duas músicas. O momento é especial para o público, que aproveita para saudar um dos maiores músicos de todos os tempos. Em São Paulo, ele ficou emocionado com os gritos incessantes da plateia.

O palco e os telões enormes
Os Rolling Stones sustentam seus shows na música e deixam a tecnologia em segundo plano, mas, apesar de simples, o palco da turnê na América Latina é bem bonito. Bem coloridas, as bordas da estrutura mudam de iluminação de acordo com as músicas. Os telões são grandes e impecáveis – e ainda exibem um excelente filme de abertura.

Um monte de marmanjos chorões
O show dos Rolling Stones é um encontro de gerações: jovens que nunca viram a banda ao vivo vão ao espetáculo junto com tiozões que querem ver o grupo mais uma vez. Um dos fenômenos mais legais que acontecem na plateia é o tanto de homens e mulheres já crescidos chorando como crianças, seja de emoção ou de felicidade – e, nesse caso, não há vergonha alguma em derrubar algumas lágrimas.

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