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Premiação da música acontece nesta segunda-feira (15) e terá artistas negros entre os favoritos

A 58ª edição do Grammy Awards acontece em Los Angeles, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (15) e vai na contramão de outra grande festa da cultura pop, o Oscar. Enquanto a premiação mais prestigiada do cinema é criticada por ter indicado apenas artistas brancos às suas principais categorias, o Grammy tem em Kendrick Lamar e nos cantores negros a sua grande força neste ano.

Kendrick Lamar tem 11 indicações ao Grammy, que acontece nesta segunda-feira (15)
Reprodução
Kendrick Lamar tem 11 indicações ao Grammy, que acontece nesta segunda-feira (15)

Com o elogiado álbum  "To Pimp A Butterfly" , Kendrick Lamar sagrou-se o maior artista de 2015 na música. A reputação do rapper americano foi traduzida em indicações ao Grammy e ele chega ao Staples Center, onde acontece a premiação, podendo levar 11 troféus para casa.

Além de ser um dos melhores discos produzidos nos últimos anos, o trabalho mais recente do cantor teve um impacto enorme na cultura negra dos Estados Unidos, influência que acabou se espalhando para o resto do mundo.

O hit "Alright" , um dos indicados a música do ano, virou o hino dos americanos na luta contra o abuso policial contra negros, sendo entoado durante os protestos de organizações como a Black Lives Matter, que batalha pela igualdade racial.

Mas Kendrick Lamar e suas 11 indicações não são a única prova de que o Grammy reconhece a diversidade na música. Além dele, The Weeknd e Drake também foram lembrados com sete e cinco indicações, respectivamente.

Com menos indicações, aparecem o Alabama Shakes de Brittany Howard, Pharrell Williams, Kanye West e John Legend, com quatro indicações cada, e J. Cole, Wiz Khalifa e Nicki Minaj, com três indicações cada. Nomes como Taylor Swift, Florence + The Machine e Ed Sheeran são considerados zebras nas principais categorias.

Mais do que números, o Grammy mostra a importância que artistas negros têm tido na música e é um efeito de uma mudança que já levou Beyoncé ao show do intervalo do Super Bowl, fez de Jay-Z um dos homens mais poderosos do mundo e Kanye West parar o mundo pop ao apresentar seu novo álbum.

Enquanto a relutância do Oscar em indicar atores negros evidencia a falta de oportunidades na indústria do cinema, o Grammy não pode sequer pensar em não apostar na diversidade. Afinal, não são só brancos que fazem sucesso e grande parte do público que assistirá a cerimônia o fará para ver os shows de The Weeknd, Rihanna e Kendrick Lamar.  A premiação da música está longe de ser um modelo e tem um histórico de problemas de igualdade racial e de gênero, mas, neste ano, o Oscar tem muito o que aprender com o Grammy.

O Grammy Awards será exibido pelo canal fechado TNT a partir das 23h.


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