James Ackel

Brincos pesados e idade podem mudar os lóbulos das orelhas

A dermatologista Joana Petito explica que, com o tempo, o lóbulo pode afinar, alongar e até perder a sustentação para os brincos

Joana Petito
Foto: Instagram
Joana Petito



Os lóbulos das orelhas também envelhecem e podem perder espessura, firmeza e sustentação ao longo dos anos. Por não terem cartilagem e serem formados principalmente por tecidos moles, essas mudanças podem deixar a região mais fina e alongada, além de alterar o furo e a forma como os brincos ficam posicionados. Embora pouco lembrados quando se fala em rejuvenescimento, os lóbulos também passaram a entrar na avaliação de abordagens com bioestimuladores de colágeno .

É o que explica a dermatologista Joana Petito (CRM 5287226-0), da Harmonize Gold, empresa de bioestimuladores de colágeno . Segundo a médica, os primeiros sinais podem passar despercebidos justamente por ser uma região pouco observada no dia a dia. “O lóbulo pode ficar mais fino, perder sustentação e começar a se alongar. Muitas vezes a pessoa não percebe olhando para a própria orelha, mas nota que o furo mudou ou que aquele brinco que sempre usou já não fica posicionado da mesma maneira”, explica.


O incômodo já levou algumas famosas a olhar justamente para essa região. Kris Jenner contou publicamente que o tamanho dos lóbulos havia se tornado uma insegurança e chegou a dizer que queria ter “orelhas bonitas” antes de fazer uma redução cirúrgica. Abby Lee Miller, de Dance Moms, teve uma experiência diferente: depois de anos usando brincos pesados, percebeu que os furos estavam tão alongados que algumas peças já não ficavam corretamente posicionadas. Aos 60 anos, ela recorreu a um preenchimento com ácido hialurônico para devolver volume à região e classificou o resultado como “incrível”.

Para Joana, os dois casos ajudam a mostrar por que não existe uma única abordagem para o envelhecimento dos lóbulos . Quando o problema está relacionado principalmente à perda de espessura, firmeza e qualidade do tecido, os bioestimuladores de colágeno podem ser avaliados como outra possibilidade. “O bioestimulador entra quando queremos trabalhar a qualidade e a sustentação daquele tecido por meio do estímulo de colágeno. Mas não substitui uma cirurgia quando existe excesso ou alongamento importante, nem necessariamente um preenchimento quando o que falta é volume. Primeiro precisamos entender o que mudou naquele lóbulo para depois escolher a abordagem mais adequada”, conclui.

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal iG