James Ackel

A revolução que a TV Gazeta precisa fazer

Saída de Juliana Alganaraz da TV Gazeta reacende discussão sobre os caminhos da emissora e os erros da atual gestão da televisão aberta

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Foto: Mariana Cavalcanti / FCL
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Há muito tempo, eu já tinha escrito que a TV Gazeta havia contratado alguém para ser diretora artística e de programação que não tinha ideia do que fosse uma TV aberta e cuja única experiência havia sido na RedeTV!, de onde saiu em pouco tempo.

Agora, a mesma pessoa, Juliana Alganaraz, deixou a TV Gazeta.

Também me lembro de que a TV Gazeta atingiu o pior momento de Ibope de toda a sua história.

O que a gente entende, depois de conhecer a televisão aberta desde 1960, é que uma TV aberta precisa ter sua identidade .

E essa identidade só existe quando a emissora sabe para quem está falando.

É exatamente por esse motivo que a TV Gazeta não tem Ibope, assim como a TV Cultura não tem Ibope, a TV Band não tem Ibope, o SBT perdeu a vice-liderança do Ibope para a TV Record e a TV Globo passa pelo pior Ibope de sua história.

A geração atual de diretores das TVs abertas, infelizmente, não tem ideia do que seja a televisão aberta, porque é uma geração forjada pela TV a cabo e com preconceitos em relação à TV aberta.

Uma coisa é você pilotar um avião de caça; outra é pilotar um avião de passageiros.

No avião de passageiros, você tem que se preocupar com os passageiros, e não com a caça.

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal iG