
Foi lá que descobriu sua facilidade para criar bolsas de crochê, uma tendência recente que ganhou espaço na Europa.
Jane Regina contou a esta coluna o que pensa sobre moda e o que está fazendo atualmente.
1 – Por que você voltou ao Brasil?
Eu voltei ao Brasil porque me separei em meu último casamento e estava com muitas saudades do nosso país.
Mesmo com muitos problemas que o país tenha, a gente sempre sente saudades.
2 – O que fez você começar a criar bolsas de crochê?
Eu recebia muitas perguntas de amigas e de amigas das amigas sobre as bolsas de crochê, que estão sendo muito procuradas na Europa, mas só se encontravam bolsas de grife com preços de grife. E as minhas amigas não podiam pagar o que custavam.
Então, eu me lembrei de Pierre Cardin. Logo depois que acabou a guerra, em 1945, Pierre Cardin começou a fazer vestidos de preço baixo para suas amigas.
Foi assim que Pierre Cardin começou e teve tanto sucesso com seus vestidos mais baratos que, depois, passou a ser procurado por pessoas que poderiam pagar mais.
Então, comecei a fazer bolsas de crochê para minhas amigas. Uma foi mostrando para a outra e, assim, fiz muitas bolsas de crochê.
3 – Antes das bolsas, o que você fazia?
Eu pintei muitos quadros em acrílico e bico de pena, que gostava de fazer e criar. Foram muitos anos criando os quadros.
Às vezes, eu também criava vestidos de festa para as pessoas.
Aprendi a costurar com minha mãe, que foi uma grande costureira e me ensinou a aproveitar tudo o que a costura permite.
Agora que gostei de criar as bolsas de crochê, quero desenvolver as técnicas e criar mais modelos, com cores variadas e arrojadas.
