Juninho Love hoje é um dos maiores caça-talentos do funk
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Juninho Love hoje é um dos maiores caça-talentos do funk


TikTok virou um celeiro de talentos e hits para funkeiros por conta das dancinhas coreografadas e reproduzidas milhões de vezes por usuários de todas as partes do mundo. Juninho Love, um dos maiores caça-talentos do ramo, já produziu e agenciou diversos nomes que explodiram na rede social. Mesmo com o impulso que a rede social dá à carreira de muitos de seus artistas, ele afirma que o foco de seu trabalho é outro.


"Não faço música pensando no TikTok. A prioridade dos meus agenciados é a música. Ter uma boa letra, batida e o talento do artista. Acredito que o sucesso no TikTok é consequência de um trabalho bem feito", disse ele à coluna. "Mas o artista sempre quer ver sua música chegar para o maior número de pessoas e ver todo mundo dançando."

Juninho tem mais de 15 anos de experiência e trabalhou nas maiores empresas do ramo: Kondzilla, Love Funk e na GR6. Cuidou ativamente das carreiras de nomes fortes, como MC Livinho, MC Pedrinho e MC G15. Desde 2020, ele abriu seu próprio escritório, o Carreira Funk, e hoje é disputado por cantores anônimos que sonham com o estrelato.

"Hoje o meu trabalho é pegar o artista do zero e lançar ele no mercado. Vem gente de todo o Brasil aqui no escritório para mostrar sua música e eu faço seleção. Eu me tornei um caça-talentos", explicou.

"Mas este também é o maior desafio. Porque o trabalho não é só lançar um grande sucesso ou viralizar no TikTok, é construir uma história na música e uma carreira sólida. Isso é mais importante do que qualquer sucesso passageiro", acrescentou.

Do pagode ao funk

Juninho iniciou sua carreira musical no samba e no pagode. Ele tinha um grupo e rodava o Brasil fazendo shows. Nos intervalos, ele assumia a função de DJ e colocava funk para não deixar ninguém parado. Ao ver a boa aceitação do público, ele começou a sempre contratar algum cantor de funk para animar as pausas de seu grupo principal. Foi aí que ele percebeu sua habilidade para atuar como empresário.

"Mas já tive alguns prejuízos quando contratei artistas de um certo empresário famoso no meio do funk. Quando ele viu que eu lotei a quadra de uma escola de samba numa festa com mais de 3 mil pessoas, ele resolveu cobrar o dobro do valor dos cachês dos artistas. E foi assim, em cima da hora, minutos antes deles entrarem no palco", lembrou.

Embora o funk tenha ganhado mais projeção e aceitação pelo grande público, em parte graças ao TikTok, Juninho avalia que o mercado está menos competitivo entre os empresários do ramo. "Há espaço para todo mundo. E cada um pode conquistar o seu, assim como eu tenho feito", analisou.

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