Leonid Radvinsky, dono da plataforma de conteúdo adulto OnlyFans, morreu nesta segunda-feira (23), aos 43 anos, vítima de um câncer. A informação foi confirmada pela companhia em comunicado enviado à imprensa.
No comunicado, a empresa informou que o executivo morreu após uma longa batalha contra a doença. "É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento de Leo Radvinsky. Leo faleceu pacificamente após uma longa batalha contra o câncer" , informou a nota ao Bloomberg.
O comunicado ainda destacou que a família de Radvinsky pediu privacidade neste momento difícil.
Leonid comprou participação majoritária no OnlyFans em 2018. A plataforma foi fundada em 2016 pela família Stokely, do Reino Unido, e permite que criadores de conteúdo cobrem por assinaturas de acesso às suas publicações.
O OnlyFans acabou se popularizando em 2020, durante a pandemia de Covid-19, com a venda de conteúdo adulto tornando-se o carro-chefe da plataforma, que fica com cerca de 20% dos lucros, enquanto os criadores embolsam 80%.
Além do conteúdo adulto, a plataforma também hospeda conteúdos voltados para estilo de vida, gastronomia, música e exercícios físicos.
Segundo informações da Bloomberg, o executivo estava em negociações para vender uma participação na empresa, porém, as conversas ainda estavam em fase inicial.
Quem foi Leonid Radvinsky
Nascido em 1982, em Odessa, na Ucrânia, Leonid imigrou com a família para os Estados Unidos ainda na infância. Atualmente, o executivo morava na Flórida, com sua esposa. Extremamente discreto, Radvinsky evitava entrevistas e exposição de sua vida pessoal nas redes sociais.
Segundo a revista Forbes, Radvinsky ocupava a posição 870ª no ranking de bilionários do mundo de 2025, com uma fortuna estimada em US$ 4,7 bilhões (cerca de R$ 24,5 bilhões na cotação atual).
Ele estudou economia na Northwestern University, nos Estados Unidos . Sua jornada nos negócios começou ainda na faculdade, quando ele fundou a empresa Cybertania, que anunciava o acesso a senhas ilegais e hackeadas para sites pornográficos. Ele também era dono da Fenix Internacional Ltd., empresa controladora do OnlyFans .
Em uma biografia atribuída ao executivo, ele era descrito como uma pessoa que dedicava tempo, esforços e recursos para ajudar causas sem fins lucrativos, incluindo iniciativas de tecnologia aberta, instituições de caridade e empresas de software aberto, contribuindo para o movimento de código aberto.