
Cláudia Raia se tornou um dos nomes mais comentados nas redes sociais nesta quarta (25) após um relato para lá de inesperado. Aos 59 anos, a atriz abriu o seu coração mais uma vez ao falar sobre um trauma que carrega há tantos anos, durante uma conversa no Dona da Casa, na Antena 3. No bate-papo com Catarina Marques Rodrigues no dia 14 de fevereiro, ela revelou que sofreu uma tentativa de abuso aos 13 anos.
Ainda que seja um assunto muito delicado até hoje, a artista decidiu falar sobre um dos episódios mais traumáticos de sua adolescência. Durante participação no programa da rádio portuguesa, ela falou abertamente sobre o caso que vivenciou enquanto estudava dança nos Estados Unidos.
Segundo a atriz, o episódio começou quando o homem, visto como um tio por ela, puxou assunto perguntando como tinha sido a semana. "Nós, bailarinos, a gente tem uma coisa muito física, um bota a mão na perna do outro, é muito livre, né? Então ele botou a mão na minha perna, eu estava de camisola", relatou.
Em seguida, Cláudia contou que percebeu a mudança de intenção quando o toque deixou de ser casual. Foi nesse momento que lembrou de um conselho dado pela mãe: caso alguém a tocasse sem consentimento, deveria reagir imediatamente.
"A mão foi subindo para o meio da minha perna. Aquilo me chamou a atenção e já olhei em volta. Minha mãe sempre disse: 'Se alguém te tocar sem que você queira, pegue o que tiver ao seu lado e jogue na cabeça da pessoa. Não permita nunca que isso aconteça'. Eu olhei para o lado e tinha uma coruja de cristal. Eu falei: 'Se ele avançar, é a coruja'. Ele avançou. E eu dei com a coruja na cabeça dele. Ele desmaiou, abriu a cabeça", revelou Claudia.
Claudia Raia faz fala sobre trauma
Muito sincera, a atriz contou que ficou em pânico e deixou a casa às pressas, vestindo camisola e um casaco comprido, sem saber para onde ir. O episódio causou uma marca profunda em sua vida, mas também reforçou, segundo ela, a importância de reconhecer sinais de perigo e agir diante de situações de violência.
Ao narrar a história, a atriz contou que tudo terminou bem: uma professora de dança a reconheceu no Harlem, a acolheu, e sua mãe foi até os Estados Unidos para ajudar a filha emocionalmente. Claudia afirmou que nunca mais teve contato com o coreógrafo, que morreu há cerca de dois anos. Entretanto, anos depois, encontrou o filho dele em um evento de sapateado no Brasil.
"Encontrei o filho dele, que é a cara dele, que é um grande sapateador. Eu também sapateio. E nós éramos padrinhos de um concurso de sapateado, um campeonato de sapateado que tem no Brasil. Ele era o padrinho, eu era a madrinha, foi quando eu encontrei com ele. Mas eu fiquei toda gelada quando o vi, porque ele era a cara dele", acrescentou.
Claudia Raia disse que ao tornar sua história pública tem o objetivo de incentivar jovens a estabelecer limites e a não silenciar experiências de violência. Além disso, para ela, compartilhar o relato é uma forma de transformar uma vivência dolorosa em alerta e também conscientização.




