
A ex-BBB Paulinha Leite se pronunciou nas redes sociais após a repercussão de um processo movido pela Caixa Econômica Federal contra a empresa Unindo Sonhos . A ação questiona a atuação da influenciadora na intermediação de bolões lotéricos.
Em vídeos publicados nos Stories do Instagram, Paulinha afirmou que o processo não é recente e já tramita há anos . Segundo ela, houve decisão favorável no Tribunal Superior, que autorizou a continuidade das atividades da empresa.
“ Já falei aqui outras vezes, mas como eu falei, tá chegando novas pessoas, sobre esse processo da Caixa. Ele existiu, já tem, eu acho que 2, 3 anos, é um processo antigo ”, disse.
A ex-BBB explicou que a atuação ocorre por meio da intermediação de bolões, sem exploração direta de serviços lotéricos. “ O Tribunal Superior entendeu que a minha ação, o meu trabalho na União dos Sonhos é totalmente legal, é totalmente legítimo e eu tô autorizada a continuar fazendo o que eu faço, é intermediação do bolão ”, afirmou.
O que diz a Caixa no processo
Na ação judicial, a Caixa sustenta que apenas a estatal tem autorização legal para explorar serviços lotéricos no Brasil. Por esse motivo, o banco pede que a Unindo Sonhos seja impedida de intermediar apostas em território nacional.
Paulinha rebate a acusação e afirma que a empresa não realiza sorteios nem vende apostas. “ Eu ofereço o serviço pra pessoa não ir até uma lotérica, não enfrentar fila e ser no conforto da sua casa ”, declarou. Ela também citou a confiança do público após resultados positivos anteriores.
A influenciadora afirmou que a atividade começou como uma brincadeira com seguidores. “ Tudo começou com uma brincadeira com meus seguidores, que eu dava números aqui e as pessoas foram ganhando algumas vezes, claro que não sempre, gente ”, disse. Em seguida, negou qualquer promessa de acerto. “ Esses números que eu dou, não é que eu sou vidente, eu não previ os números que vão sair ”, completou.
Nas redes sociais, Paulinha ironizou o processo ao comentar uma publicação sobre o caso. “ E vou ganhar de novo esse 1 bilhão, aí vão ter que processar de novo ahahahhaahha e quem participar dos meus bolões também ahahah ”, escreveu, citando o perfil da empresa.
Em agosto, a Unindo Sonhos chegou a sofrer decisão judicial que determinou a suspensão da divulgação das atividades. A medida foi revertida posteriormente pelo desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que autorizou a continuidade das operações até o julgamento final.
A decisão do TRF-1 segue entendimento de um ofício publicado em 2024 pelo Ministério da Fazenda, que aponta que plataformas desse tipo não administram serviços lotéricos, mas atuam apenas como intermediárias entre apostadores e a Caixa.