Da TV à cadeia: como foi a vida de Guilherme de Pádua

Assassino de Daniella Perez, filha de Gloria Perez, faleceu neste domingo (6) após sofrer um infarto em Belo Horizonte (MG); relembre trajetória.

Carreira

Guilherme nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1969 e se mudou ao Rio de Janeiro no final dos anos 1980 para tentar a carreira como ator. Começou a trajetória na atuação vivendo um garoto de programa na peça teatral "Pasolini" e ainda repetiu a interpretação da mesma profissão no musical "Blue Jeans", onde contracenou com Alexandre Frota e Maurício Mattar, e no filme "Via Appia". A estreia televisiva aconteceu com uma pequena participação na novela "Mico Preto", em 1990.

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'De Corpo e Alma'

O então ator ganhou destaque nacional ao integrar o elenco da novela de Gloria Perez, estrelada por Daniella Perez. Ele interpretava o motorista de ônibus Bira na produção da Globo e quase não ocupou o papel do envolvimento romântico de Yasmin, vivida pela filha da autora, já que Alexandre Frota foi inicialmente cogitado para a função, mas não integrou o elenco por conta de compromisso com outros projetos. Na época, era casado com Paula Thomaz, com quem cometeu o assassinato de Daniella.

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Assassinato

Guilherme e a esposa foram os responsáveis pelo assassinato de Daniella em dezembro de 1992, quando o corpo da filha de Gloria foi encontrado em um matagal na Barra da Tijuca (RJ) com cerca de 18 punhaladas direcionadas ao coração e pulmões. O júri popular do caso concluiu que o crime ocorreu por ciúmes de Paula pelo envolvimento do marido com a atriz na novela e vingança de Pádua pelo personagem na novela ter tido a trama reduzida.

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Cadeia

Guilherme confessou o crime e o casal foi condenado a uma pena de quase vinte anos por homicídio duplamente qualificado. O caso gerou ampla repercussão entre o público e continuou apresentando desdobramentos enquanto os assassinos estavam na cadeia. Em 1995, o ex-ator tentou lançar um livro intitulado "História que o Brasil desconhece", mas foi proibido após uma liminar conseguida por Gloria Perez. A mãe de Daniella advocou fortemente na defesa da vítima e ainda usou a obra de Pádua para provar ao júri as injúrias e difamações que ele fazia contra a filha.

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Vida após prisão

O assassino foi solto após cumprir seis anos e nove meses de prisão, apenas um terço da pena. Ele se separou de Paula em 2006 e, desde então, já se casou com outras duas mulheres: Paula Maia (entre 2006 e 2014) e Juliana de Assis Lacerda (desde 2017, aparece em destaque na foto). O ano do mais recente casamento também marcou uma nova profissão de Guilherme, quando ele se tornou pastor na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte. Em 2016, ele ainda foi condenado a pagar uma indenização de 500 salários mínimos (R$ 440 mil na época) à mãe de Daniella, e ao marido da atriz, o ator Raul Gazolla, além de arcar com despesas do sepultamento, funeral e custos processuais e honorários de advogados.

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Documentário e perdão

O assassinato de Daniella Perez voltou a ganhar destaque vinte anos após o ocorrido, com o lançamento do documentário "Pacto Brutal" na HBO Max. A produção traz relatos da mãe da vítima e outros envolvidos no episódio. Diante do lançamento do projeto, Guilherme publicou um vídeo no próprio canal de YouTube pedindo perdão para Gloria Perez e ao viúvo Raul Gazolla. A declaração foi criticada pelo público, diante de acusações de que ele só se posicionou por conta do lançamento do documentário.

Reprodução/YouTube - 07.11.2022

Apoio político

Guilherme de Pádua também ganhou destaque na mídia recentemente pelo apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Durante o início da pandemia de covid-19, o ex-ator compareceu a uma manifestação a favor do político com a esposa Juliana e desde então reforçou a defesa ao líder nas redes sociais. "Esses políticos corruptos, esses esquemas de tetas públicas que o pessoal fica só explorando o povo brasileiro, e o dinheiro e as melhorias não chegam na mão do povo, não chegam na vida do povo", afirmou ao comparecer ao ato em 2020.

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Morte

O falecimento de Guilherme foi informado durante uma transmissão ao vivo no Instagram do pastor Márcio Valadão, líder da Igreja Batista de Lagoinha onde Pádua atuava. O assassino sofreu um infarto em Belo Horizonte (MG) e Valadão pontuou que ele estava na própria casa quando "caiu e morreu".

Reprodução/Instagram - 07.11.2022

Repercussão

O nome de Guilherme de Pádua ficou entre os assuntos mais comentados nas redes sociais após a declaração sobre o falecimento do pastor. A frase dita por Valadão, "Caiu e morreu", aparece entre os trending topics do Twitter na manhã desta segunda-feira (7), em paralelo a comentários em defesa de Gloria Perez.

Reprodução/Instagram

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