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Capa da revista Cidade Jardim, Juliana Paes falou sobre diversos assuntos

Juliana Paes é a estrela e capa da edição de maio da revista Cidade Jardim. Para a publicação, a artista falou sobre diversos temas como feminismo, redes sociais, família e seus tempos como recepcionista bilíngue. 

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Juliana Paes é capa da revista Cidade Jardim
Divulgação/ Gil Inoue
Juliana Paes é capa da revista Cidade Jardim

Juliana Paes começou falando sobre a diferença entre o politicamente correto e ser verdadeiro no que você acredita.

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"O que eu tenho percebido é que existe uma busca muito grande pelo politicamente correto, pelo agir corretamente. Mas as pessoas estão esquecendo que, talvez, o grande poder político é você conseguir apreciar e amar os outros independentemente das suas posturas políticas, das suas causas. Acho que é esse o grande desafio social, porque todo mundo quer levantar uma bandeira para se sentir importante, para que os outros comentem, apoiem", disse ela.

Quem vê o estrelismo da global atualmente, não imagina que nem sempre foi assim. De família pobre, ela chegou a trabalhar como secretária bilíngue antes de ser atriz , pois seu sonho sempre foi ter um diploma universitário. 

Formada em Publicidade e Propaganda, ela relembrou o passado e deixou o seguinte pensamento: "Vejo as pessoas reclamando muito que a vida é difícil. Ela não é simples para a maioria. Ninguém da minha família se formou. Ninguém. Minha família é muito pobre. Eu não falo muito sobre isso em entrevista, porque sempre parece o lugar do coitadismo, que eu detesto".

Ainda sobre o desejo de se formar e as dificuldades financeiras ela declarou: "Ninguém da minha família se formou. Queria ter um diploma, porque era muito importante para o meu pai. Trabalhei muito em muitos carnavais, como recepcionista, para pagar os estudos."

Mãe de Pedro, de 8 anos e Antônio, de 5, a atriz se inspira na obra “Para Educar Crianças Feministas”, de Chimamanda Ngozi Adichie, para educar os filhos .

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“Eu ensino meus filhos que homem chora, que homem respeita. A primavera feminista não vai morrer na praia nem vai fazer uma transformação radical. Mas a gente pode fazer com que a próxima geração faça essa transformação, leve adiante esse grande movimento”, garante Juliana Paes .