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Ator vivia ano paradigmático e morte repentina transfigurou seu 2016 por completo. Não à toa, Domingos Montagner é uma das personalidades do ano

Foi um dos momentos mais trágicos de 2016. O Brasil parou em frente à televisão para acompanhar o desenrolar de uma das tramas mais angustiantes e inesperadas do ano: a morte do ator Domingos Montagner. A confirmação da morte do intérprete de Santo na novela “Velho Chico” demorou algumas horas e foi envolvida por muita aflição e expectativa.

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O ator Domingos Montagner
Divulgação/TV Globo
O ator Domingos Montagner

A morte de Domingos Montagner, aos 54 anos, em 15 de setembro, interrompeu uma carreira já brilhante, mas que em 2016 ganhou contornos ainda mais esfuziantes. Protagonista absoluto da novela das 21h, seu primeiro papel de tamanho relevo na dramaturgia da Globo, e creditado em quatro filmes lançados ao longo do ano, o ator vivia um ano que se anunciava como paradigmático em muitos aspectos profissionais.

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A morte precoce e trágica, claro, transfigurou toda e qualquer percepção que se possa ter do ator. Em uma conjunção indesejável de fatores, porém, ratifica seu nome como uma das grandes personalidades do ano. Pelo trabalho primoroso e quantitativo que apresentou ao longo de 2016, mas também pela maneira absurda, chocante e inesperada com que deixou a vida.

Domingos Montagner e Débora Bloch nas gravações da novela
TV Globo/João Miguel Junior
Domingos Montagner e Débora Bloch nas gravações da novela "Sete Vidas"

No cinema, uma paixão que entrou na sua vida no final da década passada, problematizou a persona que rapidamente construiu na televisão, a de galã.  Estrelou “De Onde te Vejo”, um romance maduro e agridoce ambientado em São Paulo, “Vidas Partidas”, uma crônica dura sobre violência doméstica, “O Namorado da Minha Mulher”, refilmagem espirituosa de uma comédia argentina, e “Através da Sombra”, um filme de época com contornos de terror psicológico.

O cinema, como se vê pela prolificidade em 2016, era uma paixão a ser mais explorada.

Trajetória

Seu primeiro trabalho na televisão foi em "Mothern", uma série no canal fechado GNT. Na TV aberta, o ator estreou no seriado "Força Tarefa", em 2010, como o personagem Cabo Moacyr, e também participou de "A Cura", ambos na Globo. Seu primeiro papel de destaque foi na novela "Cordel Encantado", em 2011, como o Capitão Herculano.

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Ainda na emissora carioca, ele participou de "Salve Jorge", "Joia Rara" e "Sete Vidas", novela em que pela primeira vez teve o papel de protagonista, antes de ser o ator principal de "Velho Chico".

A despedida de Domingos Montagner
reprodução / Intagram
A despedida de Domingos Montagner

Além de trabalhos na TV, Montagner também participou de filmes nacionais. Sua estreia foi em "Paredes Nuas", em 2009, mas seu grande trabalho veio no ano seguinte, em "A Grande Vitória", de Stefano Capuzzi.

A tragédia no rio São Francisco abreviou não só uma vida, mas privou o público de um grande talento que permeou 2016 de grandes feitos artísticos. Por tudo o que fez no ano e por ter sido um de seus pontos mais centrais, ainda que tristes, Domingos Montagner é uma das personalidades do ano.

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