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Com pinta de galã, MC Livinho fez sucesso no funk ousadia, mas desistiu de cantar músicas polêmicas em defesa dos fãs adolescentes

MC Livinho
Divulgação
MC Livinho

Oliver Decesary Santos, mais conhecido como MC Livinho, despontou no mundo do funk em 2012, quando ainda tinha 19 anos, época em que lançou o hit "Mulher Kama Sutra", que está perto de atingir a marca de 50 milhões de visualizações no YouTube. De lá para cá, o funkeiro emplacou muitos sucessos e consolidou a carreira com músicas com refrões chicletes e letras bastante polêmicas, típicas do funk ousadia.

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Criado em uma família evangélica, MC Livinho  entrou no mundo da música pelas portas da igreja, onde aprendeu a tocar violino, ler partituras e a interpretar cânticos com apenas nove anos de idade. O gosto pelo gospel logo deu lugar às rimas ousadas e as sonoras batidas do funk . Aos 15 anos, os primeiros vídeos, todos caseiros e sem nenhum apoio de uma produtora, caíram na rede e deram o pontapé necessário para ele decolar sua carreira.

Narrando aventuras sexuais e situações pornográficas, MC Livinho conquistou a fama a nível nacional depois de emplacar "Mulher Kama Sutra" e "Picada Fatal", música que gerou uma grande polêmica ao reunir trechos da trilha sonora do filme infantil "Cinderela" com versos como "sarra na pica" e "vou te tacar o piru". O hit caiu no gosto do público adolescente, que passou a lotar cada vez mais suas apresentações em São Paulo. 

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MC Livinho arrasta multidão de adolescentes e jovens para seus shows
Reprodução/Instagram
MC Livinho arrasta multidão de adolescentes e jovens para seus shows


Com uma agenda de shows cheia e apresentações marcadas em todas as regiões do Brasil, o cachê cobrado pelo funkeiro varia de R$ 20 mil a R$ 30 mil, lotando desde bailes da periferia até casas noturnas de alto padrão. Os fãs, público em sua maior parte composto por crianças e adolescentes, são a maior preocupação de MC Livinho, que vem adotando uma nova postura enquanto artista desde 2015.

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Depois de conquistar sua legião de fãs (só no Facebook são quase quatro milhões de seguidores), MC Livinho sentiu a necessidade de se repaginar e deixar para trás as raízes do funk pornográfico que o consagrou. Através das redes sociais, o funkeiro revelou que não iria mais compor músicas que apelassem para conotações sexuais, mostrando a preocupação com o seu maior público: "Vi muita criança indo assistir aos shows e não pegava bem".

Assista ao clipe da música " Cheia de Marra ", primeiro trabalho de MC Livinho livre de palavrões e conotações sexuais:


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