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Vanessa Alcântara foi detida em abril, mas conseguiu um habeas corpus e deixou a prisão no interior de São Paulo. "Foi aterrorizante", desabafa

Vanessa Alcântara, a modelo que foi presa acusada de agredir uma escrivã de polícia em Valinhos (SP) em abril, conseguiu um habeas corpus e deixou a Penitenciária de Mogi Guaçu na segunda-feira (8).  Ela conta como foi o tempo que passou lá dentro.

Vanessa Alcântara
Eduardo Graboski / M2 Divulgação
Vanessa Alcântara


"Foi aterrorizante! Muito difícil tomar banho gelado em pleno inverno. O corpo doía muito. Chegava a ter febre", desabafa Vanessa Alcântara , contando que conviveu com baratas, aranhas e outros insetos durante o confinamento.

A modelo, que começou a aparecer na mídia em 2013 ao denunciar o ex-namorado, o fiscal Luís Alexandre Magalhães , em um esquema de corrupção na prefeitura de São Paulo, ganhou destaque no carnaval deste ano como musa da Acadêmicos do Tucuruvi. No começo de abril, ela tinha ido à Delegacia de Defesa da Mulher de Valinhos pedir uma cópia de um  boletim de ocorrência relacionado a uma briga que teve com uma vizinha. A escrivã afirmou que ela não poderia retirar o documento, pois precisaria fazer um requerimento. Vanessa estranhou a situação e passou a gravar a conversa, achando que a escrivã estava tentado dificultar a situação.

Vanessa Alcântara afirmou na época que a escrivã partiu para cima dela, iniciando a confusão. No entanto, a Polícia Civil afirmou que foi a modelo quem começou a briga, pois ficou irritada ao saber que teria que fazer um requerimento e então agrediu a escrivã, além de desacatar uma delegada que apareceu. No boletim de ocorrência, constam cinco vítimas: três guardas municipais, a escrivã e a delegada.

A modelo foi presa,  autuada por desacato, injúria, resistência, calúnia, lesão corporal, supressão de documentos e até porte de entorpecentes, por conta de alguns miligramas de maconha encontrados em sua bolsa, sendo condenada recentemente em primeira instância a quatro anos de reclusão em regime semiaberto. Após o ocorrido, ela foi levada para um presídio em Paulínia, onde ficou em uma cela especial, na qual segundo sua assessoria, foi muito bem tratada.

Agora com o habeas corpus conseguido, ela diz como é estar livre. "É como respirar novamente. Sinto falta das coisas comuns como encontrar com meus amigos e familiares. Não quero mais pensar nos momentos ruins que passei, tudo agora parece ter sido um pesadelo. A sensação é de renascimento”.

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