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Corpo de jovem foi encontrado nesta quinta-feira (3); polícia afirma que causa da morte foi asfixia por afogamento

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (4) no Rio de Janeiro, a delegada Ellen Souto deu mais detalhes sobre a morte de Rian Brito , neto de Chico Anysio . O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou asfixia por afogamento.  O corpo de Rian foi encontrado na quinta-feira (3), em Quissamã (RJ) .

Rian Brito, neto de Chico Anysio
Reprodução/Facebook
Rian Brito, neto de Chico Anysio


"Tudo indica que ele tenha entrado no mar e se afogado. Ele estava jejuando em um local quente e talvez não estivesse nutrido o suficiente para aguentar um mar daquele. Uma fatalidade levou ao afogamento", afirmou a delegada.

Ellen também apontou que não há indícios de que Rian tenha cometido suicídio. "Ele não teria motivo para querer tirar a própria vida. Não tinha perfil de depressão. É possível que o calor intenso e o jejum a que ele estava se submetendo tenha provocado uma desidratação, alucinação", analisa.

"Cremos que ele foi para a reserva com o intuito de meditar e jejuar. O local é ermo, bem deserto, mas muito bonito. Os moradores pouco frequentam e poucos turistas vão lá. Ele lançaria um CD, um projeto dele, no dia em que foi encontrado. Não teria motivo para não querer estar aqui", completou.

"Não usava drogas"
Ellen também contou que Rian mentiu para a mãe, Márcia Brito , sobre a aula de autoescola que teria no dia 23 de fevereiro, quando foi visto pela última vez. "Ele, definitivamente, inventou para a mãe que teria esta aula", afirmou. Segundo ela, da autoescola Rian seguiu para o shopping Fashion Mall, no mesmo bairro, e sacou R$ 500. O jovem, então, pegou um táxi para a rodoviária e embarcou num ônibus às 19h40 para Quissamã, chegando no destino somente de madrugada.

"A investigação ainda não está concluída ainda. Queremos descobrir o que ele fez quando saiu da rodoviária de Quissamã, que não tem câmeras, até ir ao local. Mas, como ele chegou de madrugada, tudo indica que tenha andado até a praia. Ninguém o viu, até mesmo por causa do horário", disse. "Ainda estamos tentando descobrir quantos dias ele ficou por lá. Porque não teve contato com ninguém, não procurou onde se abrigar. Fizemos diligências em todas as pousadas da região e ele não se hospedou em nenhuma delas. Os documentos encontrados estavam molhados pela maresia".

Ela aguarda outros resultados. "Pedimos exames complementares, um toxicológico. A família garante que ele não era usuário de drogas, mas vamos apurar".

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